Pode parecer simples fazer um diagnóstico de doença periodontal, mas será que sabemos fazer de maneira precisa, a ponto de indicar um tratamento mais efetivo para o paciente?

Para tirar essas dúvidas e melhorar o seu desempenho na periodontia, montamos esse post com um protocolo do que deve ser avaliado na hora de fazer um diagnóstico de doença periodontal.

Anote, imprima ou salve esse conteúdo, vai ser importante para a sua vida acadêmica e clínica.


Pontos importantes a serem observados na anamnese

  • Diabetes
  • Fumo
  • Estresse
  • Problemas hormonais
  • Doença periodontal prévia
  • Fator genético

Exame Clínico

  • Observações clínicas: o que observar?
    – Características normais e alteradas do periodonto;
    – Presença de freios e bridas;
    – Quantidade de gengiva inserida;
    – Presença de retração ou recessão gengival;
    – Presença de cálculo dental;
  • Sondagem clínica (sempre com sonda periodontal):
    – Sangramento à sondagem (índice de sangramento gengival* no final do post);
    – Profundidade de sondagem (medida que vai da margem gengival a porção mais apical soldável do sulco ou da bolsa);
    – Nível de inserção clínica (medida que vai da Junção Cemento-Esmalte – JCE – ao fundo do sulco gengival ou da bolsa periodontal);
    – Nível gengival (medida que vai da JCE até a margem gengival – importante avaliar a presença de recessão gengival ou falsa bolsa);
    – Lesões de furca (classificação das lesões logo abaixo).
  • Presença dos fatores retentivos de placa: 
    – Restaurações e próteses mal adaptadas;
    – Cálculo dental;
    – Aparelho ortodôntico;
    – Cavidades cariosas;
    – Contenção dental;
    – Apinhamento dental;
    – Respirador bucal.
  • Mobilidade dental:
    – Grau 1: mobilidade dental no sentido horizontal de 1 a 2mm;
    – Grau 2: mobilidade dental no sentido horizontal > 2mm;
    – Grau 3: mobilidade dental no sentido horizontal e vertical.
  • Índices periodontais: 
    – Índice de Placa de O’Leary (número de faces coradas x100/número de dentes x4).

Exame Radiográfico

  • Levantamento periapical completo (quando houver necessidade).

Classificação das Lesões de Furca (Hamp et al. 1975)

  • Classe/Grau I: perda óssea no sentido horizontal < que 3mm;
  • Classe/Grau II: perda óssea no sentido horizontal >igual a 3mm mas não se estende de lado a lado;
  • Classe/Grau III: perda óssea no sentido horizontal que  se  estende de lado a lado.

Índice de Sangramento Gengival

Escores: 0 ou 1
Critérios: Ausência de Sangramento ou Presença de Sangramento 


Durante a consulta para se fazer o diagnóstico, é importante avaliar o paciente como um todo: conversar, perguntar e ouvir. Só assim você conseguirá obter o máximo de informação relevante para o seu diagnóstico e tratamento.

Até mais!

Esse protocolo foi baseado no PROTOCOLO CLÍNICO DA UNIVERSIDADE POSITIVO, Curitiba/PR – Brasil. 

1 comentário

Deixe uma resposta:

Digite seu comentário
Digite seu nome