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	<title>ossificante &#8211; Odonto Up</title>
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	<description>Maior Blog de Resumos de Odontologia do Brasil</description>
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	<title>ossificante &#8211; Odonto Up</title>
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		<title>Miosite Ossificante Traumática</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Apr 2016 23:35:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial]]></category>
		<category><![CDATA[Estomatologia & Patologia]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico]]></category>
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					<description><![CDATA[Miosite Ossificante Traumática (MOT) é uma lesão não-neoplásica rara, caracterizada pela proliferação de tecido fibroso e formação de grande quantidade de osso dentro de um músculo (AOKI et al., 2002). Na região de cabeça e pescoço acomete os músculos da mastigação, com predileção pelo sexo masculino e sem predileção por idade (ACKERMAN, 1958). Etiologia A [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Miosite Ossificante Traumática (MOT) é uma lesão não-neoplásica rara, caracterizada pela proliferação de tecido fibroso e formação de grande quantidade de osso dentro de um músculo (AOKI <em>et al.,</em> 2002). Na região de cabeça e pescoço acomete os músculos da mastigação, com predileção pelo sexo masculino e sem predileção por idade (ACKERMAN, 1958).<br />
<strong>Etiologia</strong><br />
A patogênese não está totalmente explicada, mas tem o trauma como fator etiológico principal. Na região de cabeça e pescoço o músculo masséter é o mais acometido, uma vez que se localiza na porção lateral da mandíbula, sendo o mais suscetível a receber forças diretas (AOKI <em>et al.,</em> 2002).<br />
<strong>Manifestações clínicas e radiográficas</strong><br />
Sua apresentação clínica mais comum é o trismo. Também podem vir associados a dor, alteração de sensibilidade, limitação de movimento do músculo afetado e presença de edema localizado (WIGGINS <em>et al.,</em> 2008).<br />
Radiograficamente, apresenta-se como uma massa calcificada bem delimitada dentro de um músculo. Exames como radiografia panorâmica, tomografia computadorizada e ultrassonografia são bastante utilizados para o correto diagnóstico (GODHI <em>et al.,</em> 2011).<br />
<strong>Diagnóstico diferencial</strong><br />
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<p>A MOT pode ser uma das causas da anquilose da articulação têmporo-mandibular e de doenças que tenham como característica a limitação de abertura bucal, como deslocamento anterior de disco sem redução, alargamento do processo coronóide e reação de corpo estranho (SPINZIA <em>et al.,</em> 2014). Também pode ser diagnóstico diferencial de doenças malignas, como o osteossarcoma (THANGAVELU<em> et al.,</em> 2011).<br />
<strong>Tratamento</strong><br />
A modalidade de tratamento aceita universalmente é a excisão completa da massa ossificada (GODHI <em>et al.,</em> 2011). No entanto, alternativas de tratamento já foram propostas na literatura. Entre elas, o tratamento conservador, que consiste no uso de AINES, bifosfonatos e radiação de baixa potência (WIEDER, 1992; STEIDL <em>et al.,</em> 1991).<br />
A fisioterapia intensiva deve ser indicada como parte dos cuidados pós-operatórios, para recuperação da função mastigatória e diminuição significativa das taxas de recidiva da doença (JAYADE <em>et al</em>., 2013).<br />
<a href="http://odontoup.com.br/wp-content/uploads/2016/04/ODO_5840.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="alignleft wp-image-6017" src="http://odontoup.com.br/wp-content/uploads/2016/04/ODO_5840.jpg" alt="ODO_5840" width="55" height="83" srcset="https://www.odontoup.com.br/wp-content/uploads/2016/04/ODO_5840.jpg 1728w, https://www.odontoup.com.br/wp-content/uploads/2016/04/ODO_5840-200x300.jpg 200w, https://www.odontoup.com.br/wp-content/uploads/2016/04/ODO_5840-768x1152.jpg 768w, https://www.odontoup.com.br/wp-content/uploads/2016/04/ODO_5840-683x1024.jpg 683w" sizes="(max-width: 55px) 100vw, 55px" /></a>Autor: Katheleen Miranda dos Santos<br />
Graduação em Odontologia pela Universidade Positivo.<br />
Aluna da Pós-Graduação em Cirurgia e Traumatologia<br />
Buco-Maxilo-Facial da Universidade Positivo.</p>
<div class="yj6qo ajU"></div>
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</body></p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<ol>
<li>ACKERMAN LV, Extra-osseous localized non-neoplastic bone and cartilage formation (so-called myositis ossificants). J Bone Joint Surg Am 1958;49:279-98.</li>
<li>AOKI T, NAITO H, OTA Y, SHIKII K. Myositis ossificans traumática of the masticatory muscles: review of the literature and report of a case. J Oral Maxillofacial Surgery 2002;60:1083-8.</li>
<li>GODHI SS, SINGH A, KUKREJA P, SINGH V. Myositis ossificans circumscripta involving bilateral masticatory muscles. The <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22134307" target="_blank" rel="noopener">Journal of Craniofacial Surgery.</a>2011 Nov;22(6):e11-3.</li>
<li>JAYADE B, ADIRAJAIAH S, VADERA H, KUNDALASWAMY G, SATTUR AP and KALKUR C. Myositis ossificans in medial, lateral pterygoid, and contralateral temporalis muscles: a rare case report. 116 No. 4 October 2013.</li>
<li>SPINZIA A, MOSCATO G, BROCCARDO E, CASTELLETTI L, MAGLITTO F, DELL1AVERSANA G PIOMBINO P. 2014. A rare isolated unilateral myositis ossificans traumatica of the lateral pterygoid muscle: a case report. Journal of Medical Case Reports. 8:230.</li>
<li>STEIDL L, DITMAR R. Treatment of soft tissue calcifications with magnesium. Acta Univ Palacki Olomuc Fac Med 1991;130:273-87.</li>
<li>THANGAVELU A, VAIDHYANATHAN A, NARENDAR R. Myositis ossificans traumatica of the medial pterygoid. Int J Oral Maxillofac Surg 2011; 40:545-58.</li>
<li>WIEDER DL. Treatment of myositis ossificans with acetic acid iontophoresis. Phys Ther 1992; 72:133-7.</li>
<li>WIGGINS RL, THURBER D, ABRAMOVITCH K, BOUQUOTt J VIGNESWARAN N. Myositis ossificans circumscripta of the buccinators muscle: first report of a rare complication of mandibular third molar extraction. J Oral Maxillofac Surg 2008;66: 1959-63.</li>
</ol>
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		<item>
		<title>Processo Proliferativo Não Neoplásico</title>
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					<comments>https://www.odontoup.com.br/processo-proliferativo-nao-neoplasico/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Sep 2013 14:16:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estomatologia & Patologia]]></category>
		<category><![CDATA[Células]]></category>
		<category><![CDATA[fibroma]]></category>
		<category><![CDATA[gigantes]]></category>
		<category><![CDATA[granuloma]]></category>
		<category><![CDATA[neuroma]]></category>
		<category><![CDATA[ossificante]]></category>
		<category><![CDATA[periférico]]></category>
		<category><![CDATA[piogênico]]></category>
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					<description><![CDATA[Lesões nodulares de etiologia traumática – constituindo superfície irregular, e cor avermelhada devido ao processo inflamatório.  Granuloma Piogênico  O granuloma piogênico é uma patologia traumática que pode acometer qualquer região do corpo humano. Apesar de possuir este nome, não corresponde a um granuloma verdadeiro, muito menos associação com bactérias piogenicas. É considerado uma lesão traumática com proliferação hiperplásica dos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Lesões nodulares de etiologia traumática – constituindo superfície irregular, e cor avermelhada devido ao processo inflamatório.</em></p>
<p style="text-align: center;"> <b>Granuloma Piogênico</b><b> </b></p>
<p>O granuloma piogênico é uma patologia traumática que pode acometer qualquer região do corpo humano. Apesar de possuir este nome, não corresponde a um granuloma verdadeiro, muito menos associação com bactérias piogenicas. É considerado uma lesão traumática com proliferação hiperplásica dos vasos sanguíneos. Ocorre proliferação endotelial e todo conteúdo sanguíneo o acompanha preenchendo-o.<br />
O Granuloma Piogênico é uma patologia que ocorre em conjuntivo e apresentam um maior número de:</p>
<ul>
<li>Células: endotelial</li>
<li>Substâncias da matriz extracelular, fibrose e inflamação</li>
<li>Podendo ter um componente inflamatório<b> </b></li>
</ul>
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<p><b>Características Clínicas</b><br />
Se constitui por um crescimento tumoral similar variando de nódulo a massa nodular (tumor) de coloração vermelha, vinhosa ou violácea e sangrante ao menor toque. Por serem de origem traumática, em alguns casos podem apresentar superfície ulcerada fruto de irritação intensa. Podendo ter maior pré-disposição por:</p>
<ul>
<li>Gengiva (superior&gt;inferior)</li>
<li>Porção vestibular &gt; lingual</li>
<li>Áreas anteriores</li>
<li>É mais comum em jovens e crianças</li>
</ul>
<p><b>Características Histológicas</b><br />
Proliferação altamente vascular (endotelial) apresentando numerosos canais vasculares telangectásicos e congestos por hemácias permeadas por intenso infiltrado inflamatório crônico o corpo da lesão ou ainda por um infiltrado inflamatório neutrofílico em áreas de úlcera – recoberta por membrana fibrino purulenta = fibrinosa e hemorrágica.</p>
<hr />
<p style="text-align: center;"><b>Fibroma Ossificante Periférico</b></p>
<p>O fibroma ossificante periférico ou fibroma cemento ossificante periférico constitui uma patologia de exclusivo crescimento gengival reativo qual se desenvolve por maturação de fibroblastos em intensa deposição fibrosa associada a calcificação distrófica.</p>
<p><em>N</em><em>ota:<strong> </strong></em>É importante ressaltar que na região de ligamento periodontal existem diversas células mesenquimais indiferenciadas que podem se diferenciar a qualquer tecido do ligamento periodontal. No caso do FOP, há diferenciação de fibroblastos (ocorendo fibrose) e também de tecido osteoblástico (porção ossificante). Há vezes que há material osteóide semelhante a cemento, aí dizer cemento ossificante.”<br />
<b></b></p>
<p><b>Características Clínicas</b><br />
Nódulo ou massa nodular pediculada ou séssil originada da papila dental. Tão qual o granuloma piogênico, podem ser ulceradas. Apresentam coloração vermelha, ou rósea predominando em mulheres jovens entre 10 a 19 anos.<br />
<b></b></p>
<p><b>Características Histopatológicas</b><br />
Proliferação fibrosa densa, com intensa quantidade de fibroblastos maduros, em qual permeiam material mineralizado (calcificação distrófica) semelhante a osso (osteóide) ou mesmo cemento (cementóide).</p>
<p>No Fibroma Ossificante Periférico podem ocorrer imagens radiográficas peculiares. Verifica-se uma lesão de corpo radiolúcido, não sendo evidenciado numa tomada periapical, no entanto as áreas de osteóide ou cementóide revelam massas radiopacas de tamanhos variados no interior do corpo radiolúcido.</p>
<hr />
<p align="center"><b>Lesão Periférica de Células Gigantes</b></p>
<p>Também denominada de granuloma periférico de células gigantes constitui uma patologia de exclusividade do ligamento periodontal. Se evidencia como um nódulo ou massa nodular avermelhada, de consistência fibrosa e de cor avermelhada. É causada por uma irritação local e normalmente apresenta-se ulcerada. Pode ser séssil ou pedunculada e clinicamente é muito similar ao granuloma piogênico ou fibroma ossificante periférico. apresenta características radiográficas bem peculiares, ou seja perda de tecido ósseo cortical em forma de taça invertida.</p>
<p>Essa entidade patológica possui esse nome por apresentar células gigantes. Ao contrário do FOP em que as células ósseas formam osteoblastos, nessa entidade patológica as células gigantes nada mais são que osteoclástos. Portanto com atividade de reabsorção óssea.</p>
<p><b>Características Histológicas</b><br />
Proliferação de células gigantes multinucleadas permeadas por células mesenquimais fusiformes e/ou ovóides contendo área hemorrágia intensa com deposição de hemossiderina e infiltrado inflamatório crônico.</p>
<hr />
<p align="center"><b><i></i></b><b>Neuroma Traumático</b></p>
<p>Após um trauma físico nas regiões de nervos periféricos promovem a hiperplasia nervos devida lesão ou sucção da porção terminal de nervos periféricos constituindo um emaranhado de nervos pós ruptura (exodontia, remoções de outras patologias ósseas)</p>
<p><b>Características Clínicas</b><br />
Lesão nodular consistência firme, dor reflexa, parestesia ou sensação de choque podendo correr em qualquer idade ( adultos mais comum).<br />
<b></b></p>
<p><b>Características Histopatológicas</b><br />
Feixes nervosos hiperplásicos permeados por tecido conjuntivo denso.</p>
<hr />
<p style="text-align: left;"><strong>Quadro comparativo com as características do GP, FOP e LPCG para facilitar a comparação e auxiliar no diagnóstico diferencial:</strong></p>
<p style="text-align: left;">Obs: caso você esteja vendo esse post de um smartphone ou tablet, indicamos colocá-lo na horizontal para ter uma experiência de navegação da tabela melhor.</p>
<table border="1" width="699" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="113">
<p align="center"><b>Características</b></p>
</td>
<td valign="top" width="180">
<p align="center"><b>Granuloma Piogênico</b></p>
</td>
<td valign="top" width="208">
<p align="center"><b>Fibroma Ossificante Periérico</b></p>
</td>
<td valign="top" width="198">
<p align="center"><b>Lesão Periférica de Células Gigantes</b></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="113"><b>Clinica </b></td>
<td valign="top" width="180">Nódulo/ massa nodular de coloração avermelhada e sangrante ao toque. Em alguns casos podem apresentar superfície ulcerada.</td>
<td valign="top" width="208">Nódulo ou massa nodular pediculada ou séssil originada da papila dental. Apresentam coloração vermelha ou rósea.</td>
<td valign="top" width="198">Nódulo ou massa nodular, de consistência fibrosa e de cor avermelhada. Pode ser séssil ou pedunculada e clinicamente é muito similar ao granuloma piogênico ou fibroma ossificante periférico.</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="113"><b>Histológica </b></td>
<td valign="top" width="180">Proliferação de células endoteliais apresentando numerosos canais vasculares permeados por intenso infiltrado inflamatório crônico no corpo da lesão recoberta por membrana fibrino purulenta.</td>
<td valign="top" width="208">Proliferação fibrosa densa, com intensa quantidade de fibroblastos maduros, em qual permeiam material mineralizado (calcificação distrófica) semelhante a osso (osteóide) ou mesmo cemento (cementóide).</td>
<td valign="top" width="198">Proliferação de células gigantes multinucleadas permeadas por células mesenquimais fusiformes e/ou ovóides contendo área hemorrágia intensa com deposição de hemossiderina e infiltrado inflamatório crônico &#8211; osteoclastos.</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="113"><b>Radiográfica </b></td>
<td valign="top" width="180">Não acomete tecidos duros para uma visualização radiográfica.</td>
<td valign="top" width="208">Podem ocorrer imagens radiográficas peculiares. Verifica-se uma lesão de corpo radiolúcido, não sendo evidenciado numa tomada periapical, no entanto as áreas de osteóide ou cementóide revelam massas radiopacas de tamanhos variados no interior do corpo radiolúcido.</td>
<td valign="top" width="198">Apresenta características radiográficas bem peculiares, ou seja perda de tecido ósseo cortical em forma de taça invertida.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><em>Conteúdo retirado da aula do Professor Allan Giovanini<br />
Imagem: USP &#8211; <a href="http://www.forp.usp.br/mef/digipato/56a.jpg" target="_blank" rel="noopener">http://www.forp.usp.br/mef/digipato/56a.jpg</a> </em></p>
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