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	<title>microrganismos &#8211; Odonto Up</title>
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	<description>Maior Blog de Resumos de Odontologia do Brasil</description>
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	<title>microrganismos &#8211; Odonto Up</title>
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	<item>
		<title>Antibióticos</title>
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					<comments>https://www.odontoup.com.br/antibioticos-2/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Apr 2016 01:01:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Farmacologia]]></category>
		<category><![CDATA[ação]]></category>
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					<description><![CDATA[São substâncias químicas específicas, produzidas por organismos vivos, bem como seus análogos estruturais obtidos por síntese, capazes de inibir, em concentrações baixas, processos vitais de uma ou mais espécies de microrganismos com efeito mínimo ou nenhum efeito sobre seu receptor (Korolkovas e cols, 95). Os antibióticos (ATB) são medicamentos muito receitados (30% dos pacientes hospitalizados, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">São substâncias químicas específicas, produzidas por organismos vivos, bem como seus análogos estruturais obtidos por síntese, capazes de inibir, em concentrações baixas, processos vitais de uma ou mais espécies de microrganismos com efeito mínimo ou nenhum efeito sobre seu receptor (Korolkovas e cols, 95).</p>
<p style="text-align: justify;">Os antibióticos (ATB) são medicamentos muito receitados (30% dos pacientes hospitalizados, por exemplo) e com grande ação curativa. Tem uma importância ainda maior em países em desenvolvimento (doenças infecciosas) e é comum serem usados de modo incorreto, causando o aparecimento de patógenos mais resistentes, necessitando por sua vez, do desenvolvimento de novos fármacos.</p>
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</script></p>
<p><strong>Histórico </strong><br />
<strong>1929:</strong>  Fleming: descoberta da penicilina;<br />
<strong>1930-1935:</strong> <em>Domagk</em> &#8211; efeito terapêutico do Prontosil;<br />
<strong>1938:</strong> Sulfapiridina &#8211; 1ª sulfa a ser comercializada;<br />
<strong>1939:</strong> <em>Chain e Florey </em>&#8211; obtenção da penicilina;<br />
<strong>1941:</strong> Uso clínico da penicilina.<br />
<strong>Atualmente:</strong> desenvolvimento de antibióticos semi-sintéticos com propriedades mais desejáveis ou diferentes espectros  de atividade<br />
<strong>Características dos Antibióticos </strong></p>
<ul>
<li>Produzidos por microorganismos: bactérias, fungos, actinomicetos;</li>
<li>Função bactericida (mata os microrganismos) e bacteriostática (inibem o crescimento);</li>
<li>O uso comum estende o termo para incluir agentes antimicrobianos sintéticos (sulfas, quinolonas).</li>
</ul>
<p>O antibiótico bactericida destrói a integridade celular de bactérias em reprodução. Já o bacteriostático, impede a sua reprodução.<br />
<strong>Sempre que possível, o uso de antibióticos bactericidas é indicado pelas seguintes razões:</strong></p>
<ol>
<li>O antibiótico não elimina os microrganismos, e sim reduz o seu número e o sistema imunológico se responsabiliza pelo restante;</li>
<li>O bactericida tem ação mais rápida quando comparados aos bacteriostáticos;</li>
<li>Os efeitos do bactericida não necessitam de concentração constante, já que causam lesão irreversível na célula;</li>
<li>Caso o sistema imunológico esteja afetado, o bactericida tem ação mais abrangente que o bacteriostático.</li>
</ol>
<p><strong>Critérios para seleção </strong></p>
<ol>
<li>Determinados por antibiograma;</li>
<li>Identificar o quadro clínico;</li>
<li>Afinidade por tecidos ou órgãos;</li>
<li>Intolerância medicamentosa do paciente;</li>
<li>Gestantes ou lactantes;</li>
<li>Condições de saúde sistêmica /grupo etário;</li>
<li>Custo</li>
</ol>
<p><strong>Classificações</strong><br />
Classificação de acordo com a<strong> estrutura química:</strong></p>
<ul>
<li>Sulfonamidas e drogas relacionadas: sulfametoxazol, dapsona (DDS, sulfona);</li>
<li>Quinolonas: norfloxacino, ciprofloxacino;</li>
<li>Antibióticos β-lactâmicos: penicilinas, cefalosporinas, carbapenemas, monobactâmicos;</li>
<li>Tetraciclinas: doxiciclina;</li>
<li>Derivados do nitrobenzeno: cloranfenicol;</li>
<li>Aminoglicosídeos: gentamicina, neomicina;</li>
<li>Macrolídeos: eritromicina, roxitromicina, Azitromicina;</li>
<li>Polipeptídicos: polimixina B, bacitracina;</li>
<li>Glicopeptídicos: vancomicina, teicoplanina;</li>
<li>Poliênicos: anfotericina B, nistatina.</li>
</ul>
<p>Classificação de acordo com o <strong>mecanismo de ação:</strong></p>
<ul>
<li>Inibição da síntese da parede celular: penicilinas, cefalosporinas, vancomicina, bacitracina;</li>
<li>Alteração da permeabilidade da membrana celular: anfotericina B, nistatina, polimixina;</li>
<li>Inibição reversível da síntese proteica: ATB bacteriostáticos: tetraciclinas, cloranfenicol, eritromicina, Clindamicina;</li>
<li>Alteração da síntese de proteínas levando à morte celular: aminoglicosídeos;</li>
<li>Alteração do metabolismo bacteriano dos ácidos nucléicos: rifampicina (inibição da RNApolimerase), quinolonas (inibição das topoisomerases);</li>
<li>Antimetabólitos: trimetoprima e sulfonamidas (bloqueiam enzimas essenciais no metabolismo do folato).</li>
</ul>
<p>Classificação de acordo com o <strong>espectro de atividade</strong>:<br />
Espectro estreito:</p>
<ul>
<li>Penicilina G;</li>
<li>Estreptomicina;</li>
<li>Eritromicina</li>
</ul>
<p>Espectro amplo:</p>
<ul>
<li>Tetraciclinas;</li>
<li>Cloranfenicol</li>
</ul>
<p>Classificação de acordo com o <strong>tipo de ação:</strong><br />
Ação bacteriostática:</p>
<ul>
<li>Sulfonamidas;</li>
<li>Tetraciclinas;</li>
<li>Cloranfenicol;</li>
<li>Eritromicina.</li>
</ul>
<p>Ação bactericida:</p>
<ul>
<li>Penicilinas;</li>
<li>Cefalosporinas;</li>
<li>Vancomicina;</li>
<li>Aminoglicosídeos;</li>
<li>Polipeptídicos;</li>
<li>Quinolonas;</li>
<li>Polipeptídicos.</li>
</ul>
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</body></p>
<p><strong>Origem dos antibióticos </strong></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;" width="189"><strong>Fungos</strong></td>
<td style="text-align: center;" width="189"><strong>Bactérias</strong></td>
<td style="text-align: center;" width="189"><strong>Actinomicetos</strong></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;" width="189">Penicilina<br />
Cefalosporina<br />
Griseolfuvina</td>
<td style="text-align: center;" width="189">Polimixina B<br />
Colistina<br />
Bacitracina<br />
Tirotricina</td>
<td style="text-align: center;" width="189">Aminoglicosídeos<br />
Macrolídeos<br />
Tetraciclinas<br />
Cloranfenicol</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Antibióticos e suas vias de administração</strong></p>
<ul>
<li>Via oral (uso interno);</li>
<li>Via parenteral (uso externo);</li>
<li>Uso de superfície (uso tópico).</li>
</ul>
<p><strong>Antibióticos e seus tipos de doses</strong></p>
<ul>
<li>Dose de ataque</li>
<li>Dose de manutenção</li>
<li>Dose de seguimento (relevante)</li>
</ul>
<p><strong>Dosagem</strong></p>
<ul>
<li>Condições de saúde sistêmica/ grupo etário;</li>
<li>Extensão do quadro inflamatório séptico;</li>
<li>Concentração do antibiótico no produto farmacêutico;</li>
<li>Toxicidade do antibiótico.</li>
</ul>
<p><strong>Outros aspectos para o sucesso</strong></p>
<ul>
<li>Homeostasia do paciente;</li>
<li>Reações à corpo estranho (por ex. fio de sutura, sequestros ósseos, enxertos);</li>
<li>A drenagem é sempre melhor;</li>
<li>Doenças debilitantes, antagonismo entre os antibióticos</li>
</ul>
<p><strong>Grupos de antibióticos </strong></p>
<ol>
<li>Penicilinas;</li>
<li>Cefalosporinas;</li>
<li>Beta-lactâmicos não clássico;</li>
<li>Anfenicóis;</li>
<li>Tetraciclinas;</li>
<li>Polipeptídeo;</li>
<li>Macrolídeos;</li>
<li>Aminociclitóis;</li>
<li>Lincosamidas;</li>
<li>Rifamicinas;</li>
<li>Poliênicos;</li>
<li>Antracinas.</li>
</ol>
<p><strong>Problemas com o uso dos antibióticos</strong><br />
<strong>Problemas de Toxicidade: </strong><br />
<em><strong>Irritação local – </strong></em></p>
<ul>
<li>Irritação gástrica;</li>
<li>Dor e formação de abcessos (VIM);</li>
<li>Tromboflebites (VIV).</li>
</ul>
<p>Antibióticos irritantes: eritromicina, tetraciclinas, cloranfenicol, certas cefalosporinas.<br />
<em><strong>Irritação sistêmica –</strong></em><br />
Fármacos com <strong>alto</strong> índice toxicológico: penicilinas, algumas cefalosporinas, eritromicina.<br />
Fármacos com <strong>baixo</strong> índice toxicológico:</p>
<ul>
<li>AMG: oto e nefrotoxicidade;</li>
<li>Tetraciclinas: lesão hepática e renal;</li>
<li>Cloranfenicol: depressão da MO.</li>
</ul>
<p>Fármacos com índice toxicológico<strong> muito baixo</strong>:</p>
<ul>
<li>Polimixina B: toxicidades renal e neurológica;</li>
<li>Vancomicina: perda da audição e lesão renal;</li>
<li>Anfotericina B: toxicidades renal, medular e neurológica.</li>
</ul>
<p><strong>Problemas com Reações de hipersensibilidade mais comuns em:</strong></p>
<ul>
<li>Penicilinas;</li>
<li>Cefalosporinas;</li>
<li>Sulfonamidas</li>
</ul>
<p><strong>Problemas de Resistências às drogas:</strong><br />
Resistência natural: O microrganismo carece do processo metabólico ou do sítio-alvo afetado pela droga</p>
<ul>
<li>Resistência dos bacilos gram-negativos à penicilina G;</li>
<li>Resistência do M. tuberculosis às tetraciclinas.</li>
</ul>
<p>Resistência adquirida: Desenvolvimento de resistência por um microrganismo (anteriormente sensível), devido ao uso de um ATB durante certo período de tempo. A resistência adquirida pode se dar através de:</p>
<ul>
<li>Mutação;</li>
<li>Transferência gênica (constitui um problema clínico significativo).</li>
</ul>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-5587" src="http://odontoup.com.br/wp-content/uploads/2016/04/Resistência-às-drogas-e1459986877127.png" alt="resistencia a drogas mutacao" width="1024" height="660" srcset="https://www.odontoup.com.br/wp-content/uploads/2016/04/Resistência-às-drogas-e1459986877127.png 1024w, https://www.odontoup.com.br/wp-content/uploads/2016/04/Resistência-às-drogas-e1459986877127-300x193.png 300w, https://www.odontoup.com.br/wp-content/uploads/2016/04/Resistência-às-drogas-e1459986877127-768x495.png 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><a href="http://odontoup.com.br/wp-content/uploads/2016/04/Resistência-às-drogas-e1459986877127.png" target="_blank" rel="noopener"><br />
</a><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-5589" src="http://odontoup.com.br/wp-content/uploads/2016/04/Resistência-às-drogas-2-e1459986972198.png" alt="Resistencia as drogas transferencia genica" width="1024" height="698" srcset="https://www.odontoup.com.br/wp-content/uploads/2016/04/Resistência-às-drogas-2-e1459986972198.png 1024w, https://www.odontoup.com.br/wp-content/uploads/2016/04/Resistência-às-drogas-2-e1459986972198-300x204.png 300w, https://www.odontoup.com.br/wp-content/uploads/2016/04/Resistência-às-drogas-2-e1459986972198-768x524.png 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><br />
Resistência cruzada:<br />
É mais comum entre fármacos relacionados quimicamente ou através do seu mecanismo de ação</p>
<ul>
<li>Sulfonamidas;</li>
<li>Tetraciclinas;</li>
<li>É parcial nos aminoglicosídeos.</li>
</ul>
<p><strong>Existem três categorias gerais de resistência às drogas:</strong></p>
<ol>
<li>O fármaco <strong>não atinge o seu alvo</strong>:</li>
</ol>
<ul>
<li>Ausência, mutação ou perda de porinas: “impermeabilidade do germe ao ATB”<br />
Ex: resistência de gram-negativos aos aminoglicosídeos e às tetraciclinas;</li>
<li>Bombas de efluxo<br />
Ex: resistência às tetraciclinas, eritromicina e fluorquinolonas.</li>
</ul>
<ol start="2">
<li>O fármaco é <strong>inativado:</strong></li>
</ol>
<p>Produção de enzimas inativantes</p>
<ul>
<li>β-lactamases: produzidas por <em>estafilococos, gonococos e Haemophilus</em>: inativam penicilina G</li>
<li>Acetiltransferases, fosfotransferases e adeniltransferases: inativam os aminoglicosídeos produzidas por <em>coli</em>;</li>
<li>CAT &#8211; acetila o cloranfenicol: produzida por <em>coli, H. influenzae e S.typhi</em>;</li>
</ul>
<ol start="3">
<li>O <strong>alvo é alterado</strong>:</li>
</ol>
<ul>
<li>Alteração das proteínas fixadoras de penicilinas: PRP (pneumocococos resistentes à penicilina);</li>
<li>Mutação do alvo natural: resistência às fluorquinolonas;</li>
<li>Alteração da RNA-polimerase: resistência à rifampicina;</li>
<li>Alteração da diidrofolatoredutase: resistência à trimetoprima.</li>
</ul>
<p><strong>Prevenção</strong> da resistência a antibióticos:</p>
<ul>
<li>Não usar de modo indiscriminado e inadequado;</li>
<li>Utilizar por período de tempo adequado;</li>
<li>Preferir o uso de ATB de ação rápida e seletivos (espectro estreito);</li>
<li>Utilizar associação de fármacos quando houver necessidade de tratamento prolongado. Ex: TBC;</li>
<li>As infecções por microorganismos notáveis pelo desenvolvimento de resistência (<em>aureus, E.coli, M. tuberculosis, Proteus</em>) devem ser tratadas intensivamente.</li>
</ul>
<p><strong>Problemas de superinfecção:</strong><br />
É o surgimento de uma nova infecção em função da terapia antimicrobiana. Está comumente associada ao uso de ATB de amplo espectro (penicilinas de amplo espectro, cefalosporinas, tetraciclinas, cloranfenicol)<br />
Os locais afetados são: orofaringe, intestino, TR, TGU, pele.<br />
É <strong>mais comum</strong> quando as defesas do hospedeiro estão <strong>comprometidas</strong>, como em casos de:</p>
<ul>
<li>Terapia com corticoides;</li>
<li>Leucemias e outras neoplasias (particularmente quando tratadas com agentes antineoplásicos);</li>
<li>Síndrome de imunodeficiência adquirida (AIDS);</li>
<li>Agranulocitose;</li>
<li>Diabetes, Lúpus eritematoso disseminado.</li>
</ul>
<p>Microrganismos causadores e o tratamento:</p>
<ul>
<li><strong><em>Candida albicans:</em></strong> diarréia, vulvovaginite, “sapinho”<br />
Tratamento: nistatina, clotrimazol;</li>
<li><strong><em>Estafilococos:</em></strong> enterite<br />
Tratamento: cloxacilina ou congêneres;</li>
<li><strong><em>Clostridium difficile:</em></strong> enterocolite pseudomembranosa<br />
Tratamento: vancomicina e metronidazol;</li>
<li><strong><em>Proteus:</em></strong> UTI, enterite<br />
Tratamento: cefalosporina, gentamicina;</li>
<li><strong><em>Pseudomonas:</em></strong> UTI, enterite<br />
Tratamento: carbenicilina, piperacilina, gentamicina.</li>
</ul>
<p>Medidas para <strong>minimizar </strong>as superinfecções:</p>
<ul>
<li>Utilizar um antimicrobiano específico (espectro estreito) sempre que possível;</li>
<li>Não utilizar antimicrobianos para o tratamento desnecessariamente (ex: infecções virais);</li>
<li>Não prolongar desnecessariamente a terapia antimicrobiana.</li>
</ul>
<p><strong>Prevenção da resistência a antibióticos</strong></p>
<ul>
<li>Não usar de modo indiscriminado e inadequado;</li>
<li>Utilizar por período de tempo adequado;</li>
<li>Preferir o uso de ATB de ação rápida e seletivos (espectro estreito);</li>
<li>Utilizar associação de fármacos quando houver necessidade de tratamento prolongado. Ex: TBC;</li>
<li>As infecções por microorganismos notáveis pelo desenvolvimento de resistência (<em>aureus, E.coli, M. tuberculosis, Proteus</em>) devem ser tratadas intensivamente.</li>
</ul>
<p><strong>Problemas de deficiências nutricionais: </strong><br />
O uso prolongado de ATB pode resultar em deficiências de:</p>
<ul>
<li>Vitaminas do complexo B;</li>
<li>Vitamina K.</li>
</ul>
<p>O uso prolongado de Neomicina, por exemplo, pode levar a anormalidades morfológicas da mucosa intestinal, podendo se desenvolver em Esteatorréia e Síndrome de má absorção.<br />
Escolher primeiro as <strong>Penicilinas</strong>, em caso de sensibilidade, substituir por <strong>Eritromicina</strong>, ou por <strong>Lincomicina</strong> ou por <strong>Clindamicina</strong>.<br />
<strong>Situações na Odontologia onde há indicação de antibióticos:</strong><br />
No tratamento de infecção já instalada:</p>
<ul>
<li>Abscesso endodôntico;</li>
<li>Abscesso periodontal;</li>
<li>Periodontite;</li>
<li>Pericoronarite.</li>
</ul>
<p>Infecção pós-cirúrgica<br />
<strong>Profilaxia antibiótica</strong><br />
Uso profilático de antimicrobiano para prevenir infecção em situações de risco</p>
<ul>
<li>Pacientes portadores de doenças;</li>
<li>Procedimento que favorecem o surgimento de infecções.</li>
</ul>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.odontoup.com.br/antibioticos-2/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Placa dental (Biofilme)</title>
		<link>https://www.odontoup.com.br/3772/</link>
					<comments>https://www.odontoup.com.br/3772/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2015 15:40:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imunologia | Microbiologia & Genética]]></category>
		<category><![CDATA[bactéria]]></category>
		<category><![CDATA[microbiota]]></category>
		<category><![CDATA[microrganismos]]></category>
		<category><![CDATA[proteolítica]]></category>
		<category><![CDATA[sacarolítica]]></category>
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					<description><![CDATA[Forma e resistência – uma célula (bactéria – parede celular); Vantagem competitiva – de acordo com as estruturas / condições externas / internas. G+ &#8211; ampla camada de parede celular; G&#8211; &#8211; menos espessura de parede celular. Aeróbico e anaeróbico Sacarolítico – quebra açúcar; Proteolítico – quebra proteína. Entendendo a doença Adesão dos microrganismos; Colonização; [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<ul>
<li><strong>Forma e resistência</strong> – uma célula (bactéria – parede celular);</li>
<li><strong>Vantagem competitiva</strong> – de acordo com as estruturas / condições externas / internas.</li>
</ul>
<p><strong>G<sup>+</sup> </strong>&#8211; ampla camada de parede celular;<br />
<strong>G<sup>&#8211;</sup></strong> &#8211; menos espessura de parede celular.<br />
Aeróbico e anaeróbico<br />
<strong>Sacaro</strong>lítico – quebra açúcar;<br />
<strong>Proteo</strong>lítico – quebra proteína.<br />
<strong>Entendendo a doença</strong></p>
<ul>
<li>Adesão dos microrganismos;</li>
<li>Colonização;</li>
<li>Formação de biofilme</li>
</ul>
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<p><strong>Adesão dos microrganismos</strong></p>
<ul>
<li>Atração hidrofóbicas e heterostática moleculares;</li>
<li>Absorção de proteínas e salivar;</li>
<li>Formação da película adquirida;</li>
<li>Adesão microbiana;</li>
<li>Agregação e co-agregação;</li>
<li>Desenvolvimento do biofilme.</li>
</ul>
<p>Colônias de bactérias – biofilme.<br />
Película adquirida – acelular.<br />
<strong>Características do biofilme</strong></p>
<ul>
<li>Sucessão microbiana;</li>
<li>Diversidade metabólica;</li>
<li>Aumento da resistência do stress ambiental;</li>
<li>Transferência genética;</li>
<li>Proteção física contra as células de defesa;</li>
<li>Resistência e antimicrobianos;</li>
<li>Aumento da patogenicidade.</li>
</ul>
<p>Bactéria na saliva &gt; Bactérias sobre os dentes | (Desorganização mecânica regular) &gt; Naturais ou artificiais<br />
<a href="http://odontoup.com.br/wp-content/uploads/2015/04/microbiota-.png" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-3774" src="http://odontoup.com.br/wp-content/uploads/2015/04/microbiota-.png" alt="microbiota" width="404" height="470" srcset="https://www.odontoup.com.br/wp-content/uploads/2015/04/microbiota-.png 404w, https://www.odontoup.com.br/wp-content/uploads/2015/04/microbiota--258x300.png 258w" sizes="(max-width: 404px) 100vw, 404px" /></a><br />
Conteúdo baseado na aula do Prof Paulo Tamarinho, Universidade Positivo<br />
Contribuição: Leonardo Martins Sant&#8217;Anna, Biotecnologia</p>
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		<title>Relação Microbiota – Hospedeiro: Infecção e Resistência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2015 05:12:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imunologia | Microbiologia & Genética]]></category>
		<category><![CDATA[bactérias]]></category>
		<category><![CDATA[gram]]></category>
		<category><![CDATA[infecção]]></category>
		<category><![CDATA[microbiota]]></category>
		<category><![CDATA[microrganismos]]></category>
		<category><![CDATA[processo]]></category>
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					<description><![CDATA[Esse conteúdo te guiará no estudo da infecção, como funciona o processo infeccioso e suas variáveis. Processo Infeccioso  Consiste na implantação e na colonização de microrganismos em hospedeiro altamente organizado. Infecção não é doença infecciosa O conceito de infecção refere–se exclusivamente à colonização microbiana no hospedeiro. Nem sempre infecção implica em doença, dano, lesão ou prejuízo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Esse conteúdo te guiará no estudo da infecção, como funciona o processo infeccioso e suas variáveis.</p>
<p><strong>Processo Infeccioso </strong><br />
Consiste na implantação e na colonização de microrganismos em hospedeiro altamente organizado.</p>
<p><strong>Infecção não é doença infecciosa</strong><br />
O conceito de infecção refere–se exclusivamente à colonização microbiana no hospedeiro. Nem sempre infecção implica em doença, dano, lesão ou prejuízo para o hospedeiro.</p>
<p><strong>Patogenicidade (P)<br />
</strong>Capacidade que um microrganismo tem de gerar dano</p>
<p><strong>(P</strong> <strong>= </strong><strong>N . V</strong><strong>R)</strong></p>
<ul>
<li>P – patogenicidade</li>
<li>N – número de molécula (microrganismos)</li>
<li>V – Virulência bacteriana</li>
<li>R – Resistência do hospedeiro</li>
</ul>
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</script></p>
<p><strong>Virulência</strong><br />
Conjunto de fatores microbianos.</p>
<ol>
<li>Capacidade de aderência</li>
<li>Capacidade de multiplicação</li>
<li>Catabólitos</li>
<li>Produção de exotoxinas</li>
<li>Endotoxinas</li>
<li>Peptideoglicano</li>
<li>Produção de enzimas</li>
<li>Fatores de evasão das defesas</li>
</ol>
<p><strong>A capacidade de aderência depende</strong></p>
<ul>
<li>Do microrganismo e da sua habilidade em (P) implantar – se e manter – se no tecido;</li>
<li>Do tecido do hospedeiro em oferecer condições nutricionais e ecológicas;</li>
<li>Da competição com outros microrganismos;</li>
<li>Do microrganismo resistir às defesas do hospedeiro;</li>
<li>Da virulência do microrganismo.</li>
</ul>
<p><strong>Catabólitos – produtos do metabolismo microbiano</strong></p>
<ul>
<li>Degradação de carboidratos – fermentação (ácidos orgânicos como ácido lático)</li>
<li>Degradação de proteínas – (amônia NH<sub>3</sub>; gás sulfídrico H<sub>2</sub>S)</li>
</ul>
<p><strong>Produção de exotoxinas</strong></p>
<ul>
<li>Toxina (proteína) – produzidos e excretados;</li>
<li>Toxina diftérica – <em>Coryscebacterium dephtherial</em>;</li>
<li>Toxina tetânica – <em>Clostridium tetani</em>;</li>
<li>Toxina botulínica – <em>Clostridium botulinium</em>;</li>
</ul>
<p><strong>Endotoxinas – componentes de estruturas bacterianas (gram. negativas)</strong><br />
LPS – lipopolissacarídeos</p>
<p>A porção lipídica é responsável pela toxidade</p>
<ul>
<li>Ativam o sistema complemento;</li>
<li>Ativação de macrófagos;</li>
<li>Atividade pirogênica;</li>
<li>Atoxidade para fibroblastos;</li>
<li>Agregação plaquetária.</li>
</ul>
<p><strong>Peptideoglicanos – componentes de parede celular bacteriana (gram. positiva)</strong><br />
Ácido N-acetilmurâmico e N-acetilglicosamino<br />
São forma e rigidez à célula bacteriana;</p>
<ul>
<li>Ativam o sistema complemento (componente do SI)</li>
<li>Ativam os macrófagos</li>
</ul>
<p><strong>Produção de enzimas Histolíticas</strong><br />
Enzimas que hidrolisam compostos orgânicos.</p>
<ul>
<li>Protease – colagenases, elastinases, peptidases;</li>
<li>Fosfotase – ácido e alcalina;</li>
<li>Coagulase;</li>
<li>Fibriolisina;</li>
<li>Queratinase;</li>
<li>Fosfolipase;</li>
</ul>
<p><strong>Fatores de evasão das defesas do hospedeiro</strong><br />
Ocasionam maior resistência a ação dos fagócitos e de outros elementos da defesa do hospedeiro.</p>
<ul>
<li>Redutores da quimiotaxia de PMN;</li>
<li>Leucoredinas e leucotoxinas;</li>
<li>Cápsula bacteriana;</li>
<li>Resistência à destruição após fagocitose;</li>
<li>Produção de proteases de anticorpos;</li>
<li>Produção de proteases de complemento;</li>
<li>Inibição de linfócitos T auxiliares;</li>
<li>Ativação de linfócitos T superiores.</li>
</ul>
<p><strong>Disseminação do processo infeccioso</strong></p>
<ul>
<li>Bacteremia – circulação de microrganismos na corrente circulatória.</li>
<li>Septicemia – multiplicação de microrganismos na corrente circulatória (infecção generalizada).</li>
</ul>
<p>Conteúdo baseado na aula do Prof. Paulo Tamarinho, Universidade Positivo</p>
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