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	<title>harmonização orofacial &#8211; Odonto Up</title>
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	<description>Maior Blog de Resumos de Odontologia do Brasil</description>
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	<title>harmonização orofacial &#8211; Odonto Up</title>
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	<item>
		<title>Toxina Botulínica na Odontologia Terapêutica: Indicações, Benefícios e Protocolo Clínico (Parte 4)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 May 2025 14:37:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Harmonização Orofacial]]></category>
		<category><![CDATA[Acadêmicos de Odontologia]]></category>
		<category><![CDATA[aplicação de botox]]></category>
		<category><![CDATA[aplicação odontológica da toxina botulínica]]></category>
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		<category><![CDATA[dentistas especialistas em dor]]></category>
		<category><![CDATA[disfunção temporomandibular]]></category>
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		<category><![CDATA[DTM e toxina botulínica]]></category>
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		<category><![CDATA[odontologia terapêutica]]></category>
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		<category><![CDATA[toxina botulínica tipo A]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento com botox odontológico]]></category>
		<category><![CDATA[tratamentos odontológicos avançados]]></category>
		<category><![CDATA[uso terapêutico da toxina botulínica]]></category>
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					<description><![CDATA[A toxina botulínica tipo A tem se mostrado um recurso terapêutico valioso na odontologia, especialmente no manejo de disfunções musculares como bruxismo, DTM, dor miofascial e cefaleias tensionais. Com ação analgésica periférica e central, sua aplicação proporciona alívio da dor, modulação muscular e melhora funcional. Este artigo apresenta as principais indicações clínicas, mecanismos de ação e um protocolo detalhado de aplicação em músculos como masseter e temporal, oferecendo suporte prático para a atuação segura e eficaz do cirurgião-dentista no contexto da odontologia terapêutica.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A aplicação da <strong>toxina botulínica na odontologia</strong> ultrapassa os limites da estética facial, abrindo espaço para abordagens terapêuticas eficazes no tratamento de <strong>disfunções musculares, bruxismo, dores orofaciais e distúrbios da ATM</strong>.<br data-start="1191" data-end="1194" />Neste artigo, discutimos as principais indicações clínicas, mecanismos de ação e evidências científicas que sustentam o uso da toxina botulínica como recurso complementar na <strong>prática odontológica</strong> contemporânea.</p>
<p class="p1">Vimos anteriormente que um pouco antes da Toxina Botulínica (TxB) do tipo A ser utilizada para fins estéticos, (veja aqui os conteúdos anteriores: <a href="https://www.odontoup.com.br/toxina-botulinica-o-que-e/" target="_blank" rel="noopener">#artigo 1</a>, <a href="https://www.odontoup.com.br/mecanismo-de-acao-diluicao-e-o-que-voce-precisa-saber-de-toxina-botulinica/" target="_blank" rel="noopener">#artigo 2</a>, <a href="https://www.odontoup.com.br/toxina-botulinica-na-hof-eficacia-das-marcas-intercorrencias-e-como-resolver-cada-uma-parte-3/" target="_blank" rel="noopener">#artigo 3</a>) o seu uso tinha caráter <strong>terapêutico</strong>. Teve início na medicina e posteriormente com muitos estudos, comprovações científicas e criação de protocolos foi utilizada também em outras áreas da saúde, como a<strong> odontologia</strong>.</p>
<h3 class="p1"><b></b><b>Histórico da Toxina Botulínica na Terapêutica:</b></h3>
<ul class="ul2">
<li class="li2">Nos anos 1980, inicialmente em oftalmologia, teve muita serventia para tratar estrabismo e blefaroespasmo.</li>
<li class="li2">Em 1989, finalmente obteve a aprovação do FDA (EUA) para fins terapêuticos.</li>
<li class="li2">Na década de 1990, iniciaram estudos para também abordar outras indicações, como distonias, espasticidades musculares e enxaquecas, abrangendo outras áreas do corpo além da cabeça. Nesse mesmo período, houve também a descoberta do seu efeito estético, levando à consagração dentro da dermatologia e estética facial.</li>
<li class="li2">A partir dos anos 2000, a toxina botulínica passou a integrar a Odontologia Terapêutica, principalmente por especialistas em dor orofacial, e Disfunção Temporomandibular (DTM), pois a neurotoxina também possui propriedades analgésicas.</li>
</ul>
<h3><b>O uso dentro da Terapia Odontológica:</b></h3>
<ul class="ul2">
<li class="li4"><b></b>A terapia com este neurofármaco apresenta diversas vantagens, por ser considerado minimamente invasivo. Possui aplicação fácil e rápida, duração significativa do efeito analgésico diminuindo a quantidade de medicamentos analgésicos coadjuvantes, já que estes podem ter o custo mais elevado e causar nefropatias futuramente.</li>
<li class="li4"><b></b>A toxina botulínica atua relaxando os músculos mastigatórios hipercinéticos como o M. Masseter e Temporal no caso de bruxismo e/ou Apertamento dentário, de modo local e controlado. É usada para modular a atividade desses músculos, reduzindo a dor e melhorando a função, devolvendo, assim, qualidade de vida para o paciente que utiliza desse tratamento.</li>
</ul>
<p><b></b>Lembrando que a toxina por si só não é considerada a terapia principal para DTM, porém possui papel essencial no controle da dor e diminuição das contrações musculares.</p>
<h3><b>Efeitos analgésicos da TxB tipo A:</b></h3>
<p>Segundo estudos realizados em animais, a Toxina Botulínica do tipo A possui ação analgésica tanto <b>periférica</b> (reduz a liberação de neurotransmissores periféricos que atuam na dor e inflamação como a substância P, CGRP e o glutamato), quanto <b>central</b> (após injetado de forma periférica, percorre o caminho até o Sistema Nervoso Central, interagindo com neurônios e a neuróglia).</p>
<h3><b></b>Casos em que a <strong>Toxina Botulínica</strong> <b>tipo A </b>pode ser usada no tratamento de<b> Disfunção Temporomandibular DTM:</b><b></b></h3>
<ul class="ul2">
<li class="li5"><b></b><b>Bruxismo e Apertamento dentário</b></li>
</ul>
<p class="p2">Diminuição da força muscular e proteção dos ossos, articulações, dentes, gengivas e trabalhos reabilitadores (restaurações/facetas em resina, porcelana e até mesmo implantes dentários).</p>
<ul class="ul2">
<li class="li2"><b></b><b>Hipertrofia do M. Masseter</b></li>
</ul>
<p class="p2">Diminuição da força muscular e consequentemente do volume muscular.</p>
<ul class="ul2">
<li class="li6"><b></b><b>Sialorreia<br />
</b>Atua nas glândulas salivares, diminuindo a produção da saliva.</li>
<li class="li7"><b></b><b>Dor miofascial e cefaleias tensionais<br />
</b>Redução da tensão muscular em áreas de gatilhos miofasciais.</li>
</ul>
<h3 class="p7"><b>Outros usos descritas na literatura científica:</b></h3>
<p class="p7">&#8211; Assimetria Facial;<br />
&#8211; Paralisia Facial (de Bell);<br />
&#8211; Sorriso Gengival (para diminuição da exposição gengival na hora de sorrir);<br />
&#8211; Distonia Oromandibular;<br />
&#8211; Nevralgia do Trigêmeo.<b></b></p>
<p>É importante ressaltar que apenas a dose necessária deve ser utilizada em todos estes tratamentos para não correr riscos futuros de desenvolver o efeito vacina, já que as doses administradas são maiores do que as que são usadas para fins estéticos.</p>
<h3 class="p7"><b></b><b>Protocolo de aplicação para Bruxismo e Apertamento dentário:</b></h3>
<p class="p7">São inúmeros os protocolos de Bruxismo e Apertamento dentário descritos em literatura e em livros sobre o assunto, os quais se diferenciam na dose e localização dos pontos, porém muito depende sobre a indicação e qual o tipo de caso.<br />
Segue abaixo um protocolo com dose média de aplicação, lembrando que pode sim ser modificada dependendo do caso.</p>
<h3><strong>Músculos-alvo:</strong></h3>
<p class="p7"><b>Masseter (porção profunda) </b><br />
<i>30 U &#8211; divididas em 3 pontos de 10 U (de cada lado)</i><br />
Localização: vendo o paciente de perfil;<br />
1. traçar uma linha horizontal que vai da comissura labial até o lóbulo da orelha<br />
2. Traçar a segunda linha (na vertical) dividindo no meio dois “quadrados&#8221; de tamanho igual<br />
3. A partir da linha vertical, fazer uma segunda linha vertical paralela com espaço de 0,5 cm em direção à orelha<br />
4. No espaço que restou perto da orelha, marcar 2 pontos abaixo e 1 acima centralizado na área demarcada pelo &#8220;quadrado”</p>
<p><em>* Importante pedir para o paciente apertar os dentes enquanto for fazer a marcação para apalpar e definir onde o ponto realmente deve ficar.</em></p>
<p><b>Temporal (feixe anterior)</b><br />
<i>10 U &#8211; dividas em 2 pontos de 5 U (de cada lado)</i><br />
Localização: vendo o paciente de perfil;<br />
1. Traçar uma linha de 1 cm da cauda da sobrancelha em direção à têmpora para localizar o músculo<br />
2. Apalpar o músculo enquanto o paciente morde para fazer 2 pontos com 1cm de distância (pode aplicar no couro cabeludo)</p>
<p><em>*ambos os locais utilizando agulha longa de insulina </em><br />
<em>1mL (100U) 30G x 1/2 (13mm x 0,3mm) em 90º</em></p>
<p>Contando com ambos os lados, a dose total utilizada de toxina botulínica é de 80 U.<br />
<span class="s2"><br />
</span>A Toxina Botulínica veio para enriquecer não só a Harmonização Orofacial mas também outro ramo da Odontologia que é a Terapêutica em suas várias opções de tratamento. Muitas delas tendo a possibilidade de se associar e potencializar os seus resultados. Por isso, é essencial que os profissionais estejam capacitados a realizar essa terapia de forma associada a outras já comprovadas tão eficazes e assim, garantir segurança e eficiência do tratamento como um todo.</p>
<hr />
<div>
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</p>
<div id="quiz" class="quiz-container">
<h2>Quiz: Farmacocinética (Absorção, Distribuição e Destino das Drogas)</h2>
<p><!-- Perguntas --></p>
<div class="question" data-correct="c">
<h3>1. Qual é a principal via de absorção das drogas administradas por via oral?</h3>
<p><label><input name="q1" type="radio" value="a" /> Estômago</label><br /><label><input name="q1" type="radio" value="b" /> Esôfago</label><br /><label><input name="q1" type="radio" value="c" /> Intestino delgado</label><br /><label><input name="q1" type="radio" value="d" /> Boca</label></p>
<div id="f1" class="feedback"> </div>
</div>
<div class="question" data-correct="b">
<h3>2. O que é biodisponibilidade?</h3>
<p><label><input name="q2" type="radio" value="a" /> Tempo de absorção</label><br /><label><input name="q2" type="radio" value="b" /> Fração da droga que atinge a circulação sistêmica</label><br /><label><input name="q2" type="radio" value="c" /> Percentual ligado à proteína plasmática</label><br /><label><input name="q2" type="radio" value="d" /> Quantidade de droga metabolizada</label></p>
<div id="f2" class="feedback"> </div>
</div>
<div class="question" data-correct="d">
<h3>3. O volume de distribuição (Vd) indica:</h3>
<p><label><input name="q3" type="radio" value="a" /> A excreção renal</label><br /><label><input name="q3" type="radio" value="b" /> A toxicidade da droga</label><br /><label><input name="q3" type="radio" value="c" /> A meia-vida plasmática</label><br /><label><input name="q3" type="radio" value="d" /> O grau de distribuição entre plasma e tecidos</label></p>
<div id="f3" class="feedback"> </div>
</div>
<div class="question" data-correct="a">
<h3>4. Qual fator pode diminuir a absorção de uma droga no intestino?</h3>
<p><label><input name="q4" type="radio" value="a" /> Presença de alimentos</label><br /><label><input name="q4" type="radio" value="b" /> Jejum prolongado</label><br /><label><input name="q4" type="radio" value="c" /> Exercício físico</label><br /><label><input name="q4" type="radio" value="d" /> Temperatura corporal</label></p>
<div id="f4" class="feedback"> </div>
</div>
<div class="question" data-correct="b">
<h3>5. O que é o efeito de primeira passagem?</h3>
<p><label><input name="q5" type="radio" value="a" /> Excreção da droga pelo rim</label><br /><label><input name="q5" type="radio" value="b" /> Metabolização da droga no fígado antes de atingir a circulação sistêmica</label><br /><label><input name="q5" type="radio" value="c" /> Inativação da droga no estômago</label><br /><label><input name="q5" type="radio" value="d" /> Absorção pulmonar da droga</label></p>
<div id="f5" class="feedback"> </div>
</div>
<div class="question" data-correct="a">
<h3>6. Qual classe de drogas tende a ter maior volume de distribuição?</h3>
<p><label><input name="q6" type="radio" value="a" /> Lipofílicas</label><br /><label><input name="q6" type="radio" value="b" /> Hidrofílicas</label><br /><label><input name="q6" type="radio" value="c" /> Ionizadas</label><br /><label><input name="q6" type="radio" value="d" /> Ácidas</label></p>
<div id="f6" class="feedback"> </div>
</div>
<div class="question" data-correct="d">
<h3>7. A proteína plasmática mais importante na ligação de fármacos é:</h3>
<p><label><input name="q7" type="radio" value="a" /> Hemoglobina</label><br /><label><input name="q7" type="radio" value="b" /> Fibrinogênio</label><br /><label><input name="q7" type="radio" value="c" /> Globulina</label><br /><label><input name="q7" type="radio" value="d" /> Albumina</label></p>
<div id="f7" class="feedback"> </div>
</div>
<div class="question" data-correct="b">
<h3>8. Uma droga com alta taxa de ligação a proteínas plasmáticas:</h3>
<p><label><input name="q8" type="radio" value="a" /> É eliminada mais rapidamente</label><br /><label><input name="q8" type="radio" value="b" /> Tem menor quantidade de forma livre disponível</label><br /><label><input name="q8" type="radio" value="c" /> É mais biodisponível</label><br /><label><input name="q8" type="radio" value="d" /> É absorvida apenas por via parenteral</label></p>
<div id="f8" class="feedback"> </div>
</div>
<div class="question" data-correct="c">
<h3>9. A eliminação de drogas ocorre principalmente por:</h3>
<p><label><input name="q9" type="radio" value="a" /> Pulmões</label><br /><label><input name="q9" type="radio" value="b" /> Pele</label><br /><label><input name="q9" type="radio" value="c" /> Rins</label><br /><label><input name="q9" type="radio" value="d" /> Fígado</label></p>
<div id="f9" class="feedback"> </div>
</div>
<div class="question" data-correct="a">
<h3>10. Qual fator pode aumentar a meia-vida de uma droga?</h3>
<p><label><input name="q10" type="radio" value="a" /> Insuficiência renal</label><br /><label><input name="q10" type="radio" value="b" /> Excreção rápida</label><br /><label><input name="q10" type="radio" value="c" /> Menor absorção</label><br /><label><input name="q10" type="radio" value="d" /> Alta biodisponibilidade</label></p>
<div id="f10" class="feedback"> </div>
</div>
<p><!-- Botão --> <button>Finalizar Quiz</button></p>
<div id="result" style="margin-top: 20px; font-size: 18px;"> </div>
</div>
<p><script>
  function submitQuiz() {
    const questions = document.querySelectorAll(".question");
    let score = 0;</p>
<p>    questions.forEach((q, i) => {
      const correct = q.dataset.correct;
      const name = "q" + (i + 1);
      const selected = document.querySelector(`input[name="${name}"]:checked`);
      const feedback = document.getElementById("f" + (i + 1));</p>
<p>      if (selected) {
        if (selected.value === correct) {
          score++;
          feedback.innerHTML = "✅ Correto! Muito bem.";
          feedback.className = "feedback correct";
        } else {
          feedback.innerHTML = `❌ Incorreto. A resposta certa é: "${correct.toUpperCase()}".`;
          feedback.className = "feedback incorrect";
        }
      } else {
        feedback.innerHTML = "⚠️ Você não respondeu essa pergunta.";
        feedback.className = "feedback incorrect";
      }
    });</p>
<p>    document.getElementById("result").innerHTML =
      `<strong>Você acertou ${score} de ${questions.length} perguntas.</strong><br />` +
      (score >= 7 ? "🎉 Excelente!" : score >= 4 ? "👍 Bom trabalho!" : "📚 Hora de revisar um pouco mais.");
  }
</script></p>
</div>
<hr />
<p>REFERÊNCIAS:<br />
&#8211; Muñoz Lora VRM et al. Botulinum Toxin Type A in Dental Medicine. <i>J Dent Res</i>. 2019;98(13):1450-1457<br />
&#8211; Gart MS, Gutowski KA. Overview of Botulinum Toxins for Aesthetic Uses. <i>Clin Plast Surg</i>. <span class="Apple-converted-space">    </span>2016;43(3):459-471.<br />
&#8211; De Andrade et al. Effectiveness of botulinum toxin in the management of myofascial pain:<span class="Apple-converted-space">      </span>a systematic review. Journal of Oral Rehabilitation. (2020)<br />
&#8211; Fonseca et al. Use of botulinum toxin in dental practice: a review. Journal of Clinical and Experimental Dentistry. (2019)<br />
&#8211; Guardia-Neto et al. Applications of botulinum toxin in dentistry: indications and clinical outcomes. Brazilian Dental Science. (2022)<br />
&#8211; International Journal of Oral and Maxillofacial Surgery – diversos artigos clínicos sobre uso da toxina para disfunção muscular e estética orofacial.<br />
&#8211; Colhado OCG, Boeing M, Ortega LB &#8211; Toxina Botulínica no Tratamento da Dor. Revista Brasileira de Anestesiologia (2009)<br />
&#8211; Lora VR, Clemente-Napimoga JT, Abdalla HB, Macedo CG, Canales GT, Barbosa CM. Botulinum toxin type A reduces inflammatory hypernociception induced by arthritis in the temporomadibular joint of rats. <i>Toxicon</i>. (2017)<br />
&#8211; Muñoz-Lora VRM, Dugonjić Okroša A, Matak I, Del Bel Cury AA, Kalinichev M, Lacković Z. Antinociceptive Actions of Botulinum Toxin A1 on Immunogenic Hypersensitivity in Temporomandibular Joint of Rats. <i>Toxins (Basel)</i>. (2022)</p>
<p><strong>Autora</strong><br />
Dra Giovanna Marques | CROPR 32.802 | CROSP 141.062<br />
Cirurgiã dentista pela Universidade Positivo (Curitiba/PR)<br />
Especializanda em Harmonização Orofacial pela Let’s HOF (São Paulo).</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Toxina Botulínica na HOF – Eficácia das Marcas, Intercorrências e Como Resolver Cada Uma [Parte 3]</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Apr 2025 12:39:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Harmonização Orofacial]]></category>
		<category><![CDATA[botox]]></category>
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					<description><![CDATA[Este artigo aborda de forma clara e prática as principais diferenças entre as marcas de toxina botulínica utilizadas na Harmonização Orofacial, suas composições, diluições, equivalências de dose e indicações clínicas. Também orienta sobre como prevenir e tratar intercorrências como reações alérgicas, paralisias indesejadas e ptose palpebral, oferecendo embasamento técnico e dicas clínicas valiosas para profissionais em formação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="" data-start="727" data-end="929">Você já sabe aplicar toxina botulínica. Mas conhece de verdade as diferenças entre as marcas disponíveis? Sabe o que fazer diante de uma ptose palpebral ou de um sorriso assimétrico após a aplicação?</p>
<p class="" data-start="931" data-end="1216">Neste terceiro artigo da nossa série sobre toxina botulínica na Harmonização Orofacial, vamos além da técnica: aqui você entende quais marcas entregam resultados mais previsíveis, os principais tipos de intercorrências clínicas, e o que fazer para resolvê-las com segurança e precisão.</p>
<p class="" data-start="1218" data-end="1341">Se você está em especialização ou residência em HOF, este post é para você — direto, clínico e baseado em experiência real.</p>
<h3 data-start="365" data-end="645"><strong>Composição</strong></h3>
<p class="" data-start="365" data-end="645">A <strong data-start="367" data-end="402">composição da toxina botulínica</strong> vai muito além da molécula ativa. Cada marca possui <strong data-start="455" data-end="482">excipientes específicos</strong> que podem influenciar a <strong data-start="507" data-end="520">segurança</strong>, <strong data-start="522" data-end="545">manipulação clínica</strong> e até a <strong data-start="554" data-end="578">indicação do produto</strong>, especialmente em pacientes com histórico de alergias alimentares.</p>
<h4 data-start="647" data-end="691"><strong>Estrutura básica da toxina botulínica</strong></h4>
<p class="" data-start="693" data-end="734">De forma geral, a fórmula segue o padrão:</p>
<p class="" data-start="736" data-end="778"><strong data-start="736" data-end="778">Toxina botulínica tipo A + excipientes</strong></p>
<p class="" data-start="780" data-end="839">Os excipientes variam conforme a marca e podem incluir:</p>
<ul data-start="841" data-end="895">
<li class="" data-start="841" data-end="864">
<p class="" data-start="843" data-end="864"><strong data-start="843" data-end="862">Albumina humana</strong></p>
</li>
<li class="" data-start="865" data-end="880">
<p class="" data-start="867" data-end="880"><strong data-start="867" data-end="878">Lactose</strong></p>
</li>
<li class="" data-start="881" data-end="895">
<p class="" data-start="883" data-end="895"><strong data-start="883" data-end="895">Sacarose</strong></p>
</li>
</ul>
<p class="" data-start="897" data-end="1083">⚠️ <strong data-start="900" data-end="924">Atenção na anamnese!</strong> Coletar informações sobre <strong data-start="951" data-end="977">restrições alimentares</strong> e <strong data-start="980" data-end="992">alergias</strong> é essencial para garantir segurança na escolha da toxina mais adequada para cada paciente.</p>
<hr class="" data-start="1085" data-end="1088" />
<h3 class="" data-start="1090" data-end="1121"><strong>Xeomin®: a toxina “pura”</strong></h3>
<p class="" data-start="1123" data-end="1351">A <strong data-start="1125" data-end="1136">Xeomin®</strong> se destaca pela sua composição diferenciada. Durante o processo de fabricação, ela passa por uma etapa de <strong data-start="1243" data-end="1295">dissociação das proteínas acessórias não tóxicas</strong>, o que reduz significativamente seu <strong data-start="1332" data-end="1350">peso molecular</strong>.</p>
<div class="pointer-events-none relative left-[50%] flex w-[100cqw] translate-x-[-50%] justify-center *:pointer-events-auto">
<div class="tableContainer horzScrollShadows">
<table class="min-w-full" data-start="1353" data-end="1542">
<thead data-start="1353" data-end="1390">
<tr data-start="1353" data-end="1390">
<th data-start="1353" data-end="1366">Marca</th>
<th data-start="1366" data-end="1390">Peso molecular total</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="1429" data-end="1542">
<tr data-start="1429" data-end="1466">
<td class="" data-start="1429" data-end="1442">Botox®</td>
<td class="" data-start="1442" data-end="1466">900 kDa</td>
</tr>
<tr data-start="1467" data-end="1504">
<td class="" data-start="1467" data-end="1480">Dysport®</td>
<td class="" data-start="1480" data-end="1504">500 kDa</td>
</tr>
<tr data-start="1505" data-end="1542">
<td class="" data-start="1505" data-end="1518"><strong data-start="1507" data-end="1518">Xeomin®</strong></td>
<td class="" data-start="1518" data-end="1542"><strong data-start="1520" data-end="1531">150 kDa</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p class="" data-start="1544" data-end="1597">
Essa característica confere vantagens importantes:</p>
<ul data-start="1599" data-end="1739">
<li class="" data-start="1599" data-end="1635">
<p class="" data-start="1601" data-end="1635">Início de efeito mais rápido</p>
</li>
<li class="" data-start="1636" data-end="1682">
<p class="" data-start="1638" data-end="1682">Menor risco de resistência imunológica</p>
</li>
<li class="" data-start="1683" data-end="1739">
<p class="" data-start="1685" data-end="1739">Não necessita de refrigeração até a reconstituição</p>
</li>
</ul>
<hr class="" data-start="1741" data-end="1744" />
<h3 class="" data-start="1746" data-end="1794"><strong>Quadro comparativo: excipientes por marca</strong></h3>
<div class="pointer-events-none relative left-[50%] flex w-[100cqw] translate-x-[-50%] justify-center *:pointer-events-auto">
<div class="tableContainer horzScrollShadows">
<table class="min-w-full" data-start="1796" data-end="2281">
<thead data-start="1796" data-end="1849">
<tr data-start="1796" data-end="1849">
<th data-start="1796" data-end="1812"><strong data-start="1798" data-end="1807">Marca</strong></th>
<th data-start="1812" data-end="1849"><strong data-start="1814" data-end="1829">Excipientes</strong></th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="1904" data-end="2281">
<tr data-start="1904" data-end="1957">
<td class="" data-start="1904" data-end="1921"><strong data-start="1906" data-end="1916">Botox®</strong></td>
<td class="" data-start="1921" data-end="1957">Albumina humana</td>
</tr>
<tr data-start="1958" data-end="2011">
<td class="" data-start="1958" data-end="1975"><strong data-start="1960" data-end="1972">Dysport®</strong></td>
<td class="" data-start="1975" data-end="2011">Albumina humana, lactose</td>
</tr>
<tr data-start="2012" data-end="2065">
<td class="" data-start="2012" data-end="2029"><strong data-start="2014" data-end="2025">Xeomin®</strong></td>
<td class="" data-start="2029" data-end="2065">Albumina humana, sacarose</td>
</tr>
<tr data-start="2066" data-end="2119">
<td class="" data-start="2066" data-end="2083"><strong data-start="2068" data-end="2079">Nabota®</strong></td>
<td class="" data-start="2083" data-end="2119">Albumina humana</td>
</tr>
<tr data-start="2120" data-end="2173">
<td class="" data-start="2120" data-end="2137"><strong data-start="2122" data-end="2135">Botulift®</strong></td>
<td class="" data-start="2137" data-end="2173">Albumina humana</td>
</tr>
<tr data-start="2174" data-end="2227">
<td class="" data-start="2174" data-end="2191"><strong data-start="2176" data-end="2189">Prosigne®</strong></td>
<td class="" data-start="2191" data-end="2227">Sacarose</td>
</tr>
<tr data-start="2228" data-end="2281">
<td class="" data-start="2228" data-end="2245"><strong data-start="2230" data-end="2242">Botulim®</strong></td>
<td class="" data-start="2245" data-end="2281">Albumina humana</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p class="" data-start="2283" data-end="2405">⚠️ Fique atento: <strong data-start="2300" data-end="2339">albumina humana, lactose e sacarose</strong> podem ser contraindicações em pacientes com alergias específicas.</p>
<hr class="" data-start="2407" data-end="2410" />
<h3 data-start="2412" data-end="2464"><strong>Reconstituição e Equivalências entre as Marcas</strong></h3>
<p class="" data-start="2466" data-end="2560">A dose e a diluição variam entre as toxinas. Conhecer as equivalências é crucial para:</p>
<ul data-start="2562" data-end="2662">
<li class="" data-start="2562" data-end="2597">
<p class="" data-start="2564" data-end="2597">Aplicar a dose mínima efetiva</p>
</li>
<li class="" data-start="2598" data-end="2623">
<p class="" data-start="2600" data-end="2623">Evitar superdosagem</p>
</li>
<li class="" data-start="2624" data-end="2662">
<p class="" data-start="2626" data-end="2662">Reduzir intercorrências clínicas</p>
</li>
</ul>
<h3 class="" data-start="2664" data-end="2695"><strong>Equivalência de unidades</strong></h3>
<div class="pointer-events-none relative left-[50%] flex w-[100cqw] translate-x-[-50%] justify-center *:pointer-events-auto">
<div class="tableContainer horzScrollShadows">
<table class="min-w-full" data-start="2697" data-end="2856">
<thead data-start="2697" data-end="2749">
<tr data-start="2697" data-end="2749">
<th data-start="2697" data-end="2724"><strong data-start="2699" data-end="2723">Outras marcas (100U)</strong></th>
<th data-start="2724" data-end="2728">=</th>
<th data-start="2728" data-end="2749">Dysport 300sU</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="2804" data-end="2856">
<tr data-start="2804" data-end="2856">
<td class="" data-start="2804" data-end="2831"><strong data-start="2806" data-end="2830">Outras marcas (200U)</strong></td>
<td class="" data-start="2831" data-end="2835">=</td>
<td class="" data-start="2835" data-end="2856"><strong data-start="2837" data-end="2854">Dysport 500sU</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<h3 class="" data-start="2858" data-end="2908"><strong>Reconstituição com soro fisiológico estéril</strong></h3>
<div class="tableContainer horzScrollShadows">
<table class="min-w-full" data-start="2910" data-end="3372">
<thead data-start="2910" data-end="2987">
<tr data-start="2910" data-end="2987">
<th data-start="2910" data-end="2949"><strong data-start="2912" data-end="2936">Diluição recomendada</strong></th>
<th data-start="2949" data-end="2987"><strong data-start="2951" data-end="2985">Quantidade de soro fisiológico</strong></th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="3065" data-end="3372">
<tr data-start="3065" data-end="3141">
<td class="" data-start="3065" data-end="3103">50U de outras marcas</td>
<td class="" data-start="3103" data-end="3141">0,5 mL</td>
</tr>
<tr data-start="3142" data-end="3218">
<td class="" data-start="3142" data-end="3180">100U de outras marcas</td>
<td class="" data-start="3180" data-end="3218">1 mL</td>
</tr>
<tr data-start="3219" data-end="3295">
<td class="" data-start="3219" data-end="3257">300sU de Dysport</td>
<td class="" data-start="3257" data-end="3295">1,2 mL</td>
</tr>
<tr data-start="3296" data-end="3372">
<td class="" data-start="3296" data-end="3336">200U de outras marcas / 500sU Dysport</td>
<td class="" data-start="3336" data-end="3372">2 mL</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p data-start="3397" data-end="3579">
<p class="" data-start="3397" data-end="3579">Ter domínio sobre a <strong data-start="3417" data-end="3431">composição</strong>, <strong data-start="3433" data-end="3445">diluição</strong> e <strong data-start="3448" data-end="3482">características farmacológicas</strong> de cada toxina botulínica é fundamental para o profissional que atua com Harmonização Orofacial.</p>
<p class="" data-start="3581" data-end="3786">Ao respeitar as especificidades de cada marca e individualizar o atendimento, você <strong data-start="3667" data-end="3723">eleva a segurança e a previsibilidade dos resultados</strong>, tornando-se um profissional ainda mais valorizado no mercado.</p>
<h3 class="p1"><b>O que encontramos na literatura sobre a eficácia das marcas?</b></h3>
<p class="p1">As possíveis influências na duração do efeito da toxina botulínica são o armazenamento, transporte, reconstituição, técnica de aplicação, dose, conhecimento de anatomia e fisiologia facial, metabolismo do paciente e frequência de aplicação.</p>
<h4 class="" data-start="1465" data-end="1507"><strong data-start="1473" data-end="1507">Xeomin® (Merz) – A toxina pura</strong></h4>
<p class="" data-start="1508" data-end="1730">Segundo estudos, o <strong data-start="1527" data-end="1538">Xeomin®</strong> tem início de ação mais rápido devido ao seu <strong data-start="1584" data-end="1608">menor peso molecular</strong> e à ausência de proteínas complexantes. Essa composição reduz o risco de formação de anticorpos e resistência ao produto.</p>
<h4 class="" data-start="1732" data-end="1798"><strong data-start="1740" data-end="1798">Dysport® (Ipsen) – Alta potência e bom custo-benefício</strong></h4>
<p class="" data-start="1799" data-end="2102">Comparativamente, a toxina <strong data-start="1826" data-end="1838">Dysport®</strong> se destaca por apresentar <strong data-start="1865" data-end="1890">alta potência clínica</strong>, mesmo em doses menores. Estudos indicam <strong data-start="1932" data-end="1957">boa duração do efeito</strong> e uma <strong data-start="1964" data-end="2009">relação custo-benefício bastante atrativa</strong>. Sua maior difusão pode ser vantajosa em áreas maiores, como a região frontal e massetérica.</p>
<h4 class="" data-start="2104" data-end="2157"><strong data-start="2113" data-end="2157">Botox® (Allergan) – A referência mundial</strong></h4>
<p class="" data-start="2158" data-end="2433">A marca <strong data-start="2166" data-end="2176">Botox®</strong> é pioneira na aplicação estética e terapêutica da toxina botulínica e é amplamente considerada <strong data-start="2272" data-end="2294">segura e confiável</strong>. De acordo com a literatura, seus efeitos podem durar até <strong data-start="2353" data-end="2364">6 meses</strong>, com alta previsibilidade clínica. É a marca mais estudada até hoje.</p>
<h4 class="" data-start="2435" data-end="2481"><strong data-start="2443" data-end="2481">Avaliação clínica: além da ciência</strong></h4>
<p class="" data-start="2482" data-end="2714">Com a experiência clínica, muitos profissionais percebem diferenças subjetivas entre as marcas. Por isso, é fundamental <strong data-start="2602" data-end="2713">testar, documentar os resultados e observar o comportamento de cada toxina em diferentes tipos de pacientes</strong>.</p>
<p class="" data-start="2716" data-end="2740">A escolha ideal envolve:</p>
<ul data-start="2742" data-end="2950">
<li class="" data-start="2742" data-end="2764">
<p class="" data-start="2744" data-end="2764">Anamnese detalhada</p>
</li>
<li class="" data-start="2765" data-end="2802">
<p class="" data-start="2767" data-end="2802">Estado geral de saúde do paciente</p>
</li>
<li class="" data-start="2803" data-end="2826">
<p class="" data-start="2805" data-end="2826">Uso de medicamentos</p>
</li>
<li class="" data-start="2827" data-end="2857">
<p class="" data-start="2829" data-end="2857">Histórico de procedimentos</p>
</li>
<li class="" data-start="2858" data-end="2903">
<p class="" data-start="2860" data-end="2903">Preferência do profissional e do paciente</p>
</li>
<li class="" data-start="2904" data-end="2950">
<p class="" data-start="2906" data-end="2950">Objetivo estético ou funcional do tratamento</p>
</li>
</ul>
<p class="p1">Ao longo do tempo, experimentando as diversas marcas, pode haver <em><strong>percepção clínica pessoal*</strong></em> dos diferentes resultados. Cabe ao profissional escolher qual das marcas disponíveis no mercado se adequa a cada caso, levando em consideração a anamnese do paciente, o estado geral de saúde, medicamentos em administração, possíveis alergias, o resultado que se quer alcançar e a preferência de marca tanto do profissional quanto do paciente.</p>
<h3 data-start="376" data-end="451"><strong>Intercorrências com Toxina Botulínica: Identificação e Manejo Clínico</strong></h3>
<p class="" data-start="453" data-end="736">Embora os <strong data-start="463" data-end="504">efeitos adversos da toxina botulínica</strong> sejam raros em mãos treinadas, é fundamental que o profissional saiba <strong data-start="575" data-end="600">reconhecer e intervir</strong> rapidamente em situações inesperadas. A seguir, listamos as principais intercorrências, suas possíveis causas e sugestões de resolução.</p>
<h3 class="" data-start="743" data-end="792"><strong>1. Reações alérgicas ou hipersensibilidade</strong></h3>
<p class="" data-start="794" data-end="976">Embora incomuns, reações de <strong data-start="822" data-end="870">alergia aos componentes da toxina botulínica</strong> podem ocorrer, especialmente em pacientes com histórico prévio de alergias alimentares ou medicamentosas.</p>
<p class="" data-start="978" data-end="992"><strong data-start="978" data-end="992">Resolução:</strong></p>
<ul data-start="993" data-end="1133">
<li class="" data-start="993" data-end="1051">
<p class="" data-start="995" data-end="1051">Casos leves: <strong data-start="1008" data-end="1049">anti-histamínicos orais e corticóides</strong></p>
</li>
<li class="" data-start="1052" data-end="1133">
<p class="" data-start="1054" data-end="1133">Casos graves (anafilaxia): <strong data-start="1081" data-end="1133">encaminhamento imediato ao serviço de emergência</strong></p>
</li>
</ul>
<p class="" data-start="1135" data-end="1218"><em data-start="1138" data-end="1218">Sempre investigar alergias a albumina, lactose ou sacarose durante a anamnese.</em></p>
<h3 class="pointer-events-none relative left-[50%] flex w-[100cqw] translate-x-[-50%] justify-center *:pointer-events-auto"><strong>2. Paralisia indesejada de músculos adjacentes</strong></h3>
<p class="" data-start="1283" data-end="1475">
Pode acontecer quando a toxina se espalha para regiões vizinhas ao ponto de aplicação, afetando a <strong data-start="1381" data-end="1398">mímica facial</strong>, <strong data-start="1400" data-end="1414">expressões</strong> ou até <strong data-start="1422" data-end="1446">funções fisiológicas</strong> como a fala ou a mastigação.</p>
<p class="" data-start="1477" data-end="1491"><strong data-start="1477" data-end="1491">Resolução:</strong></p>
<ul data-start="1492" data-end="1625">
<li class="" data-start="1492" data-end="1571">
<p class="" data-start="1494" data-end="1571">Indicação de <strong data-start="1507" data-end="1530">fisioterapia facial</strong> para estimular o <strong data-start="1548" data-end="1571">rebrotamento axonal</strong></p>
</li>
<li class="" data-start="1572" data-end="1625">
<p class="" data-start="1574" data-end="1625">Acompanhamento clínico e reavaliação em até 15 dias</p>
</li>
</ul>
<p class="" data-start="1627" data-end="1747"><em data-start="1630" data-end="1747">Esse tipo de intercorrência pode ser emocionalmente desconfortável para o paciente, exigindo empatia e acolhimento.</em></p>
<h3 class="" data-start="287" data-end="337"><strong>3. Ptose Palpebral (Queda da Pálpebra)</strong></h3>
<p class="" data-start="339" data-end="711">A ptose palpebral é uma intercorrência rara, porém bastante temida, caracterizada pela <strong data-start="430" data-end="460">queda da pálpebra superior</strong>, comprometendo a abertura ocular parcial ou total. Esse efeito ocorre quando a toxina botulínica se difunde para o <strong data-start="576" data-end="619">músculo levantador da pálpebra superior</strong> (levator palpebrae superioris), geralmente por aplicação muito próxima da região orbitária.</p>
<p class="" data-start="713" data-end="727"><strong data-start="713" data-end="727">Resolução:</strong></p>
<ul data-start="728" data-end="1050">
<li class="" data-start="728" data-end="872">
<p class="" data-start="730" data-end="872">Prescrição de <strong data-start="744" data-end="800">colírios alfa-adrenérgicos (ex.: apraclonidina 0,5%)</strong> para estimular o músculo de Müller e promover leve elevação da pálpebra</p>
</li>
<li class="" data-start="873" data-end="968">
<p class="" data-start="875" data-end="968"><strong data-start="875" data-end="901">Acompanhamento clínico</strong> até o término do efeito da toxina (geralmente entre 4 a 6 semanas)</p>
</li>
<li class="" data-start="969" data-end="1050">
<p class="" data-start="971" data-end="1050">Orientação ao paciente sobre a <strong data-start="1002" data-end="1032">reversibilidade espontânea</strong> da intercorrência</p>
</li>
</ul>
<p class="" data-start="1052" data-end="1206"><em data-start="1055" data-end="1206">A ptose pode ser evitada com domínio da anatomia orbitária, respeitando os limites de segurança e utilizando a dose correta com vetores direcionados.</em></p>
<h3 class="" data-start="1754" data-end="1794"><strong>Dicas para evitar intercorrências</strong></h3>
<p class="" data-start="1796" data-end="2015"><strong data-start="1796" data-end="1844">✔️ Respeite as zonas de segurança anatômica:</strong><br data-start="1844" data-end="1847" />Evite aplicar o produto em áreas muito próximas a <strong data-start="1897" data-end="1916">rebordos ósseos</strong>, como a <strong data-start="1925" data-end="1957">pálpebra superior e inferior</strong> — mantenha distância mínima de 1,5 a 2 cm dessas regiões.</p>
<p class="" data-start="2017" data-end="2180"><strong data-start="2017" data-end="2049">✔️ Não hiperdiluir a toxina:</strong><br data-start="2049" data-end="2052" />Uma diluição excessiva pode favorecer a <strong data-start="2092" data-end="2114">difusão do produto</strong> para áreas indesejadas, aumentando o risco de efeitos colaterais.</p>
<p class="" data-start="2182" data-end="2345"><strong data-start="2182" data-end="2217">✔️ Cuidado com a dose aplicada:</strong><br data-start="2217" data-end="2220" />Doses altas concentradas em um único ponto aumentam o <strong data-start="2274" data-end="2300">halo de ação da toxina</strong>, ampliando a área de bloqueio neuromuscular.</p>
<hr class="" data-start="2347" data-end="2350" />
<h3 class="" data-start="2352" data-end="2408"><strong>O que acontece quando o efeito da toxina termina?</strong></h3>
<p class="" data-start="2410" data-end="2710">A toxina botulínica tem um efeito temporário, com duração média de <strong data-start="2477" data-end="2492">3 a 5 meses</strong>. Após esse período, o organismo inicia um processo chamado <strong data-start="2552" data-end="2575">rebrotamento axonal</strong> — um fenômeno fisiológico em que novos axônios se formam nas fibras musculares afetadas, permitindo a recuperação do movimento normal.</p>
<p class="" data-start="2712" data-end="2828">📌 <em data-start="2715" data-end="2828">É importante explicar esse processo ao paciente para garantir compreensão e tranquilidade durante o tratamento.</em></p>
<p class="p1"><span class="s1">Referências:</span></p>
<p>Scaglione F. Conversion Ratio between Botox®, Dysport®, and Xeomin® in Clinical Practice. Toxins (Basel). 2016 Mar 4;8(3):65. doi: 10.3390/toxins8030065. PMID: 26959061; PMCID: PMC4810210.</p>
<p>Sposito MM de M. Toxina botulínica tipo A: propriedades farmacológicas e uso clínico. Acta Fisiátr. [Internet]. 14º de dezembro de 2004 [citado 9 de abril de 2025];11(Supl.1):S7-S44.</p>
<p class="p1">Hexsel D, Dal&#8217;Forno T, Hexsel C, Do Prado DZ, Lima MM. A randomized pilot study comparing the action halos of two commercial preparations of botulinum toxin type A. Dermatol Surg. 2008 Jan;34(1):52-9. doi: 10.1111/j.1524-4725.2007.34008.x. Epub 2007 Dec 5. PMID: 18053050.</p>
<p class="p1">Kaufman-Janette J, Cox SE, Dayan S, Joseph J. Botulinum Toxin Type A for Glabellar Frown Lines: What Impact of Higher Doses on Outcomes? Toxins (Basel). 2021 Jul 16;13(7):494. doi: 10.3390/toxins13070494. PMID: 34357966; PMCID: PMC8310242.</p>
<p class="p1">Pickett A, Dodd S, Rzany B. Confusion about diffusion and the art of misinterpreting data when comparing different botulinum toxins used in aesthetic applications. J Cosmet</p>
<p class="p1">Laser Ther. 2008;10(3):181-183.</p>
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<p class="p1">Field M, Splevins A, Picaut P, van der Schans M, Langenberg J, Noort D, Snyder D, Foster K. AbobotulinumtoxinA (Dysport®), OnabotulinumtoxinA (Botox®), and IncobotulinumtoxinA (Xeomin®) Neurotoxin Content and Potential Implications for Duration of Response in Patients. Toxins (Basel). 2018 Dec 13;10(12):535. doi: 10.3390/toxins10120535. Erratum in: Toxins (Basel). 2019 Feb 13;11(2):E115. doi: 10.3390/toxins11020115. PMID: 30551641; PMCID: PMC6316182.</p>
<p class="p4">Moon IJ, Chang SE, Kim SD. First case of anaphylaxis after botulinum toxin type A injection. Clin Exp Dermatol. 2017 Oct;42(7):760-762. doi: 10.1111/ced.13108. Epub 2017 Jun 21. PMID: 28639343.</p>
<p class="p4">de Paiva A, Meunier FA, Molgó J, Aoki KR, Dolly JO. Functional repair of motor endplates after botulinum neurotoxin type A poisoning: biphasic switch of synaptic activity between nerve sprouts and their parent terminals. Proc Natl Acad Sci U S A. 1999 Mar 16;96(6):3200-5. doi: 10.1073/pnas.96.6.3200. PMID: 10077661; PMCID: PMC15919.</p>
<p><strong>Autora</strong><br />
Dra Giovanna Marques | CROPR 32.802 | CROSP 141.062<br />
Cirurgiã dentista pela Universidade Positivo (Curitiba/PR)<br />
Especializanda em Harmonização Orofacial pela Let’s HOF (São Paulo).</p>
<p>&nbsp;</p>
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