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	<title>alterações &#8211; Odonto Up</title>
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	<description>Maior Blog de Resumos de Odontologia do Brasil</description>
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	<title>alterações &#8211; Odonto Up</title>
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	<item>
		<title>Alterações Periapicais</title>
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					<comments>https://www.odontoup.com.br/alteracoes-periapicais/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Sep 2013 15:07:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Endodontia]]></category>
		<category><![CDATA[abscessos]]></category>
		<category><![CDATA[agudo]]></category>
		<category><![CDATA[alterações]]></category>
		<category><![CDATA[crônico]]></category>
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					<description><![CDATA[O periápice do dente está sujeito a várias alterações inflamatórias e infecciosas que podem causar quadros álgicos, abscessos e outros processos. Nesse post iremos abordar as diferentes alterações periapicais. Antes disso, é importante entender que o processo inflamatório é uma reação do tecido vascularizado, frente a uma agressão, que é caracterizada pelo extravasamento de líquido e células do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O periápice do dente está sujeito a várias alterações inflamatórias e infecciosas que podem causar quadros álgicos, abscessos e outros processos. Nesse post iremos abordar as diferentes alterações periapicais.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes disso, é importante entender que o processo inflamatório é uma reação do tecido vascularizado, frente a uma agressão, que é caracterizada pelo extravasamento de líquido e células do sangue para o interstício.</p>
<p style="text-align: justify;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-5557 size-full" src="http://odontoup.com.br/wp-content/uploads/2013/09/pericementite2-e1459797285426.png" alt="pericementite" width="1024" height="619" srcset="https://www.odontoup.com.br/wp-content/uploads/2013/09/pericementite2-e1459797285426.png 1024w, https://www.odontoup.com.br/wp-content/uploads/2013/09/pericementite2-e1459797285426-300x181.png 300w, https://www.odontoup.com.br/wp-content/uploads/2013/09/pericementite2-e1459797285426-768x464.png 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p>As pericementites podem ter origens traumáticas ou bacterianas, veja as diferenças de comportamento clínico, radiográfico e tratamento a ser abordado:<br />
<b></b></p>
<p style="text-align: center;"><b>Pericementite Apical Aguda Traumática</b></p>
<p>Vitalidade Pulpar: Positiva</p>
<p>Dor:</p>
<ul>
<li>localizada</li>
<li>moderada</li>
<li>exacerbada ao toque vertical</li>
<li>exacerbada à palpação apical</li>
</ul>
<p>Ligeira extrusão dentária: sensação de dente crescido</p>
<p>Tratamento: <strong>ajuste oclusal </strong></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><b>Pericementite Apical Aguda Química</b></p>
<ul>
<li>Ausência de vitalidade pulpar</li>
<li>Dor localizada</li>
<li>Sensibilidade ao toque</li>
<li>Sensação de dente crescido</li>
<li>Ligeira extrusão dental</li>
<li>Raio-x:  discreto aumento do espaço periodontal</li>
</ul>
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<p align="center">
<p style="text-align: center;" align="center"><b>Pericementite Apical Aguda Bacteriana </b></p>
<ul>
<li>Ligeira extrusão dentária</li>
<li>Sensação de <em>dente crescido</em></li>
<li>Ausência de vitalidade pulpar</li>
</ul>
<p>Dor:</p>
<ul>
<li>Localizada</li>
<li>intensidade moderada (pulsátil)</li>
<li>exacerbada ao toque vertical e a palpação apical <b></b></li>
</ul>
<p>Características Radiográficas: Pequeno espessamento</p>
<p>Diagnóstico Diferencial:  <i>Abcesso Periapical Agudo </i></p>
<ul>
<li>Dor</li>
<li>Extrusão súbita</li>
<li>Mobilidade</li>
<li>Percussão</li>
</ul>
<p>Tratamento:<b> </b><strong>Necropulpectomia</strong></p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Tratamento emergencial: </span></strong></p>
<ul>
<li>Anestesia <b></b></li>
<li>Isolamento absoluto <b></b></li>
<li>Abertura coronária</li>
<li>Esvaziamento do conteúdo séptico/ tóxico</li>
<li>MIC com tricresol formalina</li>
<li>Selamento coronário</li>
<li>Ajuste oclusal</li>
<li>Medicação sistêmica: analgésico e antiinflamatório</li>
</ul>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-5560" src="http://odontoup.com.br/wp-content/uploads/2013/09/Abscesso-CLUB-4-e1459799719813.png" alt="Abscesso dento alveolar cronico agudo" width="1024" height="686" srcset="https://www.odontoup.com.br/wp-content/uploads/2013/09/Abscesso-CLUB-4-e1459799719813.png 1024w, https://www.odontoup.com.br/wp-content/uploads/2013/09/Abscesso-CLUB-4-e1459799719813-300x201.png 300w, https://www.odontoup.com.br/wp-content/uploads/2013/09/Abscesso-CLUB-4-e1459799719813-768x515.png 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p>O abcesso periapical agudo pode ser causado por agentes físicos, químicos e microbianos, responsáveis por alterações inflamatórias irreversíveis do órgão pulpar, com posterior infecção do tecido periapical.</p>
<p style="text-align: center;" align="center"><b>Abscesso Dento Alveolar Agudo – Fase Inicial</b></p>
<p>Características Subjetivas;<br />
Evolução: rápida</p>
<ul>
<li>Origem: espontânea</li>
<li>Duração: prolongada</li>
<li>Frequência: contínua</li>
<li>Intensidade: insuportável</li>
<li>Localização: localizada</li>
</ul>
<p>Características Clínicas</p>
<ul>
<li>Teste vitalidade: negativo</li>
<li>Coroa: hígida, com cárie ou restauração</li>
<li>Percussão: sim (hipersensível)</li>
<li>Mobilidade: aumentada</li>
<li>Extrusão súbita: aumentada</li>
<li>Palpação: mucosa periapical alterada</li>
<li>Linfonodos regionais: mole, doloroso e móvel</li>
<li>Febre</li>
<li>SEM EDEMA EVIDENTE</li>
</ul>
<p>Características Radiográficas:<strong> </strong>Espessamento do ligamento periodontal<br />
<b></b></p>
<p><span style="color: #ff0000;"><b>Tratamento emergencial</b></span></p>
<ul>
<li>Anestesia</li>
<li>Isolamento absoluto</li>
<li>Abertura coronária</li>
<li>Irrigação intracanal</li>
<li>Esvaziamento do conteúdo séptico/ tóxico até CRD</li>
<li>Drenagem via canal</li>
<li>MIC com TCF ou PMCC</li>
<li>Selamento coronário</li>
<li>Medicação sistêmica com antiinflamatório e antibiótico</li>
</ul>
<p align="center">
<p style="text-align: center;" align="center"><b>Abscesso Dento Alveolar Agudo – Fase em Evolução </b></p>
<p>Características Clínicas:</p>
<ul>
<li>Ausência de vitalidade pulpar</li>
<li>Dor espontânea, pulsátil, contínua e difusa</li>
<li>Acentuada mobilidade dentária</li>
<li>Extrusão dentária</li>
<li>Sensível à palpação apical</li>
<li>Sensibilidade ao toque vertical</li>
<li>Edema difuso, consistente, sem ponto de flutuação</li>
<li>Aumento de volume da área</li>
<li>Cefaléia, Febre, Prostração</li>
<li>Ausência de sinais radiográficos ou espessamento apical</li>
</ul>
<p>Celulite Facial (Flegmão): Aumento de volume disseminado, avermelhado, fibroso, com palpação.<br />
<b></b></p>
<p><span style="color: #ff0000;"><b>Tratamento Emergencial</b></span></p>
<ul>
<li>Anestesia</li>
<li>Isolamento absoluto</li>
<li>Abertura coronária</li>
<li>Irrigação intra-canal</li>
<li>Esvaziamento do conteúdo séptico/ tóxico até CRD</li>
<li>Drenagem via canal</li>
<li>MIC com TCF ou PMCC</li>
<li>Selamento coronário</li>
<li>Medicação sistêmica com antiinflamatório e antibiótico</li>
<li>Bochecho com solução emoliente (água morna com sal)</li>
</ul>
<p align="center">
<p style="text-align: center;" align="center"><b>A</b><b>bscesso Dento Alveolar Agudo – Fase Evoluída</b></p>
<p><b> </b>Características Clínicas:</p>
<ul>
<li>Ausência de vitalidade pulpar</li>
<li>Dor espontânea, pulsátil, contínua, difusa e menos intensa</li>
<li>Mobilidade dentária</li>
<li>Extrusão dentária</li>
<li>Sensibilidade ao toque vertical</li>
<li>Ausência de sinais radiográficos</li>
<li>Edema localizado com ponto de flutuação extra ou intra-bucal</li>
<li>Cefaléia</li>
<li>Febre</li>
<li>Prostração</li>
</ul>
<p><span style="color: #ff0000;"><b>Tratamento Emergencial: </b></span></p>
<ul>
<li>Anestesia</li>
<li>Isolamento absoluto</li>
<li>Abertura coronária</li>
<li>Irrigação abundante</li>
<li>Esvaziamento do conteúdo séptico/ tóxico até CRD</li>
<li>Drenagem via canal</li>
<li>MIC com TCF ou PMCC</li>
<li>Selamento coronário</li>
<li>Drenagem extra ou intra-bucal</li>
<li>Medicação sistêmica com antiinflamatório e antibiótico</li>
</ul>
<p align="center">
<p style="text-align: center;" align="center"><b>Abscesso Dento Alveolar Crônico</b></p>
<p>Características Clínicas:</p>
<ul>
<li>Ausência de vitalidade pulpar</li>
<li>Assintomático</li>
<li>Escurecimento coronário</li>
<li>Fístula</li>
<li>Lesão periapical difusa</li>
</ul>
<p>Tratamento:<b> </b><strong>Necropulpectomia </strong></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><b>Abscesso Dento Alveolar Crônico Reagudizado (Fênix)</b></p>
<p>Características Clínicas:</p>
<ul>
<li>Origem: espontânea</li>
<li>Duração: prolongada</li>
<li>Frequência: contínua</li>
<li>Intensidade: insuportável</li>
<li>Localização: localizada</li>
<li>Teste vitalidade: negativo</li>
<li>Coroa: hígida, com cárie ou restauração</li>
<li>Percussão: sim (hipersensível)</li>
<li>Mobilidade: aumentada</li>
<li>Extrusão súbita: aumentada</li>
<li>Palpação: mucosa DENTO ALVEOLAR alterada</li>
<li>Linfonodos regionais: características de mole, doloroso e móvel</li>
<li>Febre</li>
</ul>
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</body></p>
<p>Características Radiográficas:<strong> </strong>Imagem radiolúcida sem limites precisos<br />
<b></b></p>
<p><span style="color: #ff0000;"><b>Tratamento Emergencial: </b></span></p>
<ul>
<li>Anestesia</li>
<li>Isolamento absoluto</li>
<li>Abertura coronária</li>
<li>Irrigação abundante</li>
<li>Esvaziamento do conteúdo séptico/ tóxico até CRD</li>
<li>Drenagem via canal</li>
<li>MIC com TCF ou PMCC</li>
<li>Drenagem extra ou intra-bucal</li>
<li>Medicação sistêmica com antiinflamatório e antibiótico</li>
</ul>
<p>Saiba mais sobre alterações patológicas pulpores <a href="http://odontoup.com.br/alteracoes-patologicas-pulpares-parte-ii/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">clicando aqui. </a><br />
Conteúdo retirado da aula da Profª Gisele Haragushiko Furuse.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Alterações Patológicas Pulpares &#8211; Parte I</title>
		<link>https://www.odontoup.com.br/alteracoes-patologicas-pulpares/</link>
					<comments>https://www.odontoup.com.br/alteracoes-patologicas-pulpares/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Sep 2013 14:19:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Endodontia]]></category>
		<category><![CDATA[alterações]]></category>
		<category><![CDATA[endodontia]]></category>
		<category><![CDATA[etiológicos]]></category>
		<category><![CDATA[fatores]]></category>
		<category><![CDATA[irreversível]]></category>
		<category><![CDATA[polpa]]></category>
		<category><![CDATA[pulpite]]></category>
		<category><![CDATA[reversível]]></category>
		<category><![CDATA[testes]]></category>
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					<description><![CDATA[A polpa dental é constituída por um tecido conjuntivo frouxo, abundantes vasos sanguíneos, drenagem linfática, inervação e células mesenquimais indiferenciadas. Apresenta boa capacidade regenerativa por possuir um metabolismo intenso. A polpa está acomodada dentro de paredes de dentina que impedem o seu seu aumento de volume nos estágios exsudativos dos processos inflamatórios A intensidade da resposta [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A<strong> polpa dental</strong> é constituída por um tecido conjuntivo frouxo, abundantes vasos sanguíneos, drenagem linfática, inervação e células mesenquimais indiferenciadas. Apresenta boa capacidade regenerativa por possuir um metabolismo intenso.</p>
<p>A polpa está acomodada dentro de paredes de dentina que impedem o seu seu aumento de volume nos estágios exsudativos dos processos inflamatórios</p>
<p>A intensidade da resposta do tecido pulpar diante dos fatores que podem causá-la dependerá do tipo, duração e intensidade do estímulo, além das condições do próprio tecido e do organismo como um todo. Quando os agentes patogênicos ultrapassam o limiar de tolerância da polpa aparecem às alterações patológicas pulpares.<br />
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<p><strong>Fatores Etiológicos</strong></p>
<p><em>Fatores microbianos &#8211;</em> a infecção do tecido pulpar pode-se dar por meio de:</p>
<ul>
<li>Cárie.</li>
<li>Infecção via periodonto.</li>
<li>Anacorese, fenômeno em que um tecido inflamado atrai bactérias da corrente sangüínea.</li>
<li>Fratura com exposição pulpar.</li>
</ul>
<p><strong>Fatores Físicos </strong></p>
<ul>
<li>Alterações bruscas de temperatura.</li>
<li>Traumas (fraturas, bruxismo, abrasão, erosão, atrição).</li>
<li>Galvanismo</li>
</ul>
<p><strong>Fatores Químicos</strong></p>
<ul>
<li>Materiais forradores e restauradores não usados adequadamente.</li>
<li>Anti-sépticos.</li>
<li>Desidratantes.</li>
</ul>
<p><strong>Reações do Complexo Dentino-pulpar submetido à ação de irritantes</strong><br />
Independentemente de sua natureza, ao atingir a polpa, o irritante provoca reações defensivas (inflamatórias ou degenerativas). Essas reações podem variar de acordo com a intensidade do irritante, indo desde a formação de dentina até a morte pulpar.</p>
<p><strong>O complexo dentino-pulpar reage com: </strong></p>
<ol>
<li>Aumento da espessura dentinária pela deposição de dentina reacional na superfície pulpar e decorrente redução do volume pulpar.<strong> </strong>Nesta condição, deforma a câmara pulpar, além de diminuir seu volume. Sua finalidade é compensar a perda de substância, pelo restabelecimento da espessura primitiva da dentina.</li>
<li>Diminuição do diâmetro dos túbulos dentinários pela aceleração da deposição contínua de dentina peritubular, levando à esclerose dentinária. Esta condição, provavelmente, favoreça a penetração bacteriana na cárie ou de substâncias químicas decorrentes dos procedimentos operatórios e restauradores.</li>
<li>Redução de células, do número de vasos e de fibras nervosas no tecido pulpar. Como conseqüência, teremos uma diminuição da capacidade reparadora frente aos procedimentos terapêuticos conservadores como capeamento, curetagem pulpar e pulpotomias.</li>
<li>Aumento do componente fibroso cuja associação com a redução da celularidade<br />
e da vascularização pulpar diminuirá a velocidade de renovação colagênica<br />
acompanhada de modificações bioquímicas da matriz extracelular, resultando<br />
em pequenas áreas de hialinização. Nesta situação, podem ocorrer o surgimento de nódulos pulpares por calcificação distrófica.</li>
</ol>
<p>Em qualquer fase do desenvolvimento da cárie, podem aparecer reações inflamatórias da polpa, dependendo da intensidade do agente agressor. É necessário sempre ter em mente que o fator desencadeante da pulpopatia não é, necessariamente, o fator microbiano, pois existem os fatores químicos e físicos.</p>
<p>É importante saber, sob o ponto de vista do tratamento, se a pulpopatia é curável ou não, se a polpa pode ser conservada ou se impõe sua extirpação. As alterações inflamatórias, quando combatidas a tempo, podem regredir, retornando a polpa à normalidade.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>A dor é o sintoma mais encontrado durante a anamnese para descrever a queixa principal.</em></strong></p>
<p>Como a dor é geralmente o resultado de uma alteração pulpar, este é um dos sintomas mais comuns que o clínico necessita para o diagnóstico. A dor pulpar pode ser modificada por muitos fatores, incluindo calor e frio, pressão advinda do contato oclusal, e intensidade do estímulo agressor. A condição preexistente da polpa pode modificar o processo inflamatório e dessa forma a dor. Além disso, o estado emocional do paciente pode aumentar ou diminuir o grau da dor.</p>
<p>A origem da dor e suas características clínicas são normalmente evidenciadas pela história dental, inspeção, exames e testes.</p>
<p><strong>Características Clínicas da Dor:</strong></p>
<ul>
<li>Natureza: provocada, espontânea.</li>
<li>Localização: localizada, difusa, reflexa.</li>
<li> Freqüência com que ocorre.</li>
<li>Qualidade: pulsátil, intermitente ou contínua.</li>
<li>Intensidade: leve, moderada ou forte.</li>
</ul>
<p><strong>Exames:</strong></p>
<ul>
<li>Radiográfico</li>
<li>Inspeção</li>
<li>Palpação</li>
<li>Percussão</li>
<li>Mobilidade</li>
</ul>
<p><strong>Testes:</strong></p>
<ul>
<li>Teste do calor</li>
<li>Teste do frio</li>
<li>Teste Elétrico</li>
<li>Teste de Cavidade</li>
<li>Teste de Anestesia</li>
</ul>
<p>As respostas do paciente aos testes do calor e do frio são idênticas, uma vez que as fibras neurais da polpa transmitem apenas a sensação de dor.</p>
<p>Existem quatro reações possíveis do paciente:</p>
<p>1. Nenhuma resposta.<br />
2. Uma resposta térmica de dor transitória, leve ou moderada.<br />
3. Uma resposta fortemente dolorosa que cessa assim o estímulo é removido.<br />
4. Uma resposta fortemente dolorosa que permanece após a remoção do estímulo térmico.</p>
<p>Se não houver resposta, a <em>polpa está necrosada</em> ou possivelmente vital, mas com uma falsa resposta negativa, em virtude de calcificação excessiva, ápice imaturo, trauma recente ou uso de medicação.</p>
<p>Uma resposta moderada transitória é geralmente considerada normal. Uma resposta dolorosa, que cessa rapidamente com a remoção do estímulo constitui uma característica de <em>pulpite reversível</em>. Finalmente, uma resposta dolorosa que permanece após o estímulo térmico ser removido indica <em>pulpite irreversível sintomática</em>.</p>
<p>A polpa normal é assintomática e exibe uma resposta transitória, de fraca a moderada, aos estímulos térmicos e elétricos, cessando quase imediatamente quando o estímulo é removido. Os testes de palpação e percussão não causam respostas dolorosas. A radiografia, em geral revela uma cavidade pulpar normal e uma lâmina dura intacta.</p>
<p><strong>Pulpite Reversível</strong></p>
<ul>
<li>Dor provocada, de curta duração, presente somente quando um estímulo está em contacto com o dente e não ocorre espontaneamente. Um irritante, como alimentos, bebidas ou cárie, pode causar inflamação focal pulpar, que produz uma dor de curta duração.</li>
<li>Dor provocada nos testes de sensibilidade e somente durante sua realização.</li>
<li>Quando acessada, polpa sangrante ao toque.</li>
<li>Sangramento abundante e vermelho rutilante.</li>
<li>Resistente ao corte com estrutura e consistência preservada.</li>
<li>Deve-se considerar a anamnese e a relação causa efeito.</li>
<li>Radiograficamente observa-se o periodonto normal.</li>
</ul>
<p><em>Nota:</em> O prognóstico da pulpite reversível deve ser considerado muito bom quando submetida a tratamento conservador; capeamento pulpar indireto e direto, curetagem pulpar ou ainda a pulpotomia. A pulpite reversível não é uma doença, mas meramente um sintoma. Se a causa for removida, a polpa deve voltar a um estado de normalidade e os sintomas devem desaparecer.</p>
<p>Por outro lado, se a causa permanece, os sintomas podem persistir indefinidamente ou a inflamação pode tornar-se mais difusa, eventualmente levando a uma pulpite irreversível.<br />
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</body></p>
<p><strong>Pulpite Irreversível </strong></p>
<p><em>A inflamação é mais severa e mais disseminada nessa condição<br />
</em></p>
<ul>
<li>Dor prolongada.</li>
<li>Dor espontânea não aliviada com o uso de analgésicos comuns.</li>
<li>Dor provocada nos testes de sensibilidade, e que se prolonga por períodos variáveis de segundos até horas.</li>
<li>A or pode ser localizada ou difusa, dificultando a localização por parte do paciente.</li>
<li>Intermitente ou contínua, moderada ou severa, aguda ou surda.</li>
<li>Afetada pela posição do corpo ou pela hora do dia.</li>
<li>Quando acessada, apresenta sangramento discreto ou ausente.</li>
<li>A intensidade da dor pode variar consideravelmente com o tempo e pode evoluir para períodos assintomáticos.</li>
<li>Sangramento tendendo a cor vermelho-escura ou muito clara.</li>
<li>Consistência pastosa ou liquefeita.</li>
<li>Não oferece resistência ao corte com instrumento.</li>
<li>Radiograficamente observa-se o periodonto normal ou levemente espessado com lâmina dura intacta.</li>
</ul>
<p><em>Nota:</em> O prognóstico da pulpite irreversível é muito ruim, deve-se escolher o tratamento radical com obturação final do canal. Quando não tratada, evolui para a necrose pulpar, comprometendo na seqüência, os tecidos periapicais.</p>
<p>Conteúdo retirado da aula da Profª Denise Piotto Leonardi</p>
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