Os caninos são dentes localizados entre os incisivos e os pré-molares, desempenhando papel fundamental na mastigação e na proteção da oclusão. Na Odontologia, eles são essenciais para a estabilidade do arco dentário, estética do sorriso e guia canina.
Anatomicamente, os caninos apresentam características próprias que os diferenciam dos demais dentes, especialmente por sua raiz longa e formato pontiagudo.
O que são os caninos?
Os caninos são dentes anteriores de transição, com coroa pontiaguda e função adaptada à perfuração e rasgamento dos alimentos.
Quantos dentes caninos existem?
A dentição permanente possui 4 dentes caninos, sendo:
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2 caninos superiores
-
2 caninos inferiores
Tipos de caninos
– Caninos superiores
São mais longos, volumosos e possuem grande importância estética e funcional.
– Caninos inferiores
Apresentam dimensões menores, mas exercem papel fundamental na estabilidade oclusal.
Funções dos caninos
As principais funções dos caninos incluem:
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Rasgamento dos alimentos
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Proteção da oclusão (guia canina)
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Estabilidade do arco dentário
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Contribuição para a estética facial
Características anatômicas dos caninos
Os caninos apresentam:
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Coroa pontiaguda
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Uma única raiz, geralmente longa
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Grande resistência estrutural
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Importante inserção periodontal
Importância dos caninos na Odontologia
Na prática clínica, os caninos são fundamentais para:
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Ortodontia
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Prótese dentária
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Planejamento oclusal
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Estética do sorriso
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Prevenção de desgastes dentários
Diferença entre caninos e incisivos
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Incisivos: corte dos alimentos
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Caninos: rasgamento e proteção da oclusão
É o mais longo dos dentes. A coroa tem o mesmo comprimento da coroa do incisivo central superior, mas a raiz é bem mais longa. A forma da coroa dá ao canino um aspecto de força e robustez.
Os caninos são divididos em dois grupos, sendo 2 maxilares (superiores) e 2 mandibulares (inferiores): Servem como alicerces do arco (canto da boca) e geralmente são os últimos dentes a serem perdidos por doença periodontal.

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Morfologia Geral
- Forma de cúspide;
- Dente mais longo do arco;
- Cúspide divide declive mesial e declive distal;
- Presença de crista labial na vestibular;
- Maior no sentido vestíbulo-lingual que no mesio-distal;
Aspecto Vestibular
- Forma pentagonal;
- Cristas marginais mesiais mais curtas que cristas distais;
Aspecto Proximal
- Cuneiforme, assim como os incisivos;
- Linhas cervicais convexas em direção ao ápice, mais na face mesial que na distal;
- Contorno lingual em forma de “S”.
Caninos Superiores: 13 e 23

Aspecto Vestibular das Coroas
- Face vestibular composta por 3 lobos;
- Contorno MESIAL amplamente convexo no terço médio, achatando – se no terço cervical;
- Lado DISTAL forma um “S” raso, convexo no terço médio e ligeiramente côncavo no cervical;
- Declive mesial mais curto que declive distal;
Visto por vestibular, difere dos incisivos por ter uma coroa de contorno pentagonal e não quadrangular. Isto se deve à presença de uma cúspide na borda incisal, que a divide em duas inclinações. O segmento mesial da aresta* longitudinal é mais curto e menos inclinado. O maior e mais pronunciado segmento distal torna o ângulo disto-incisal mais arredondado e mais deslocado para a cervical do que o ângulo mésio-incisal.
A face vestibular tem no centro uma elevação longitudinal em forma de crista que termina na ponta da cúspide. É acompanhada de cada lado por sulcos rasos, que dão um aspecto trilobado à face, sendo que o lobo central é o mais proeminente.
Aspecto Palatino das Coroas
- Cíngulo grande e centralizado;
- Cristas marginais geralmente menos proeminentes que a crista lingual;
- Atrito oclusal;
A lingual tem a mesma silhueta da face vestibular, mas é mais estreita, principalmente no terço cervical, devido à convergência pronunciada das faces de contato para a lingual e para a cervical. As cristas marginais e o cíngulo são bem desenvolvidos no canino superior. O cíngulo é especialmente robusto, lembrando uma pequena cúspide. Frequentemente, está unido à cúspide por uma crista cérvico-incisal, semelhante àquela da face vestibular. Quando presente, esta crista lingual divide a fossa lingual, que já é rasa, em uma mesial e outra distal, mais rasas ainda. Algumas vezes, a face lingual é lisa, sem a presença de crista ou fossas.
Raízes dos Caninos Superiores
- Vestibular – Comprida, cônica; Terço apical estreito, frequentemente para distal; Face vestibular mais convexa;
- Lingual – Mais estreita que no lado vestibular;
- Proximais – Face mesial mais larga; Depressão longitudinal mais pronunciada na distal.
Caninos Inferiores: 33 e 43
Em comparação com o canino superior, o canino inferior tem a coroa mais longa e estreita. Na realidade, ela habitualmente é só um pouco mais longa, mas a sua reduzida dimensão mésio-distal dá-lhe a aparência de coroa bem alta.

Aspecto Vestibular das Coroas
- Lisa e convexa;
- Lado mesial convexo, tendendo a plano, quase em linha com a face mesial da raiz;
- Parece haver mais da coroa na distal do longo eixo da raiz (aspecto de inclinação para distal);
Por ser um dente mais estreito que o canino superior, sua face vestibular é mais convexa, mas não tem a crista cérvico-incisal tão marcada. A borda mesial é mais alta que a distal, mais retilínea, e continua alinhada com a superfície mesial da raiz. A borda distal, mais inclinada e curva, forma um ângulo com a superfície distal da raiz. Como o dente é mais estreito, a convergência dessas bordas para a cervical é menor em relação ao canino superior.
Tal como no canino superior, a coroa não tem simetria bilateral, porque o segmento mesial da aresta longitudinal da cúspide é menor e menos inclinado (quase horizontal) que o distal. Os ângulos mésio-incisal e disto-incisal e as áreas de contato se dispõem como no canino superior.
Aspecto Lingual das Coroas
- Cíngulo baixo, menos volumoso, deslocado para distal;
- Crista lingual e fossas linguais discretas;
- Coroa e raiz se afilam da vestibular para lingual;
Face lingual: em contraste com o canino superior, nem o cíngulo nem as cristas marginais são bem marcados. Também não há crista que una o cíngulo à cúspide. Sua forma acompanha, assim, a dos incisivos inferiores, com uma fossa lingual pouco escavada.
Aspecto Proximal das Coroas
- Borda incisal inclinada para distal;
- Curvatura da linha cervical maior na mesial;
Por esta vista, a borda vestibular é menos convexa que a do canino superior. O diâmetro vestíbulo-lingual também é menor.
Raízes dos Caninos Inferiores
- Vestibular – Convexo, reto (curvatura não deve ser decisiva na identificação do lado do dente)
- Lingual – Mais estreita que no lado vestibular;
- Proximal – Depressão longitudinal mais profunda na distal.
Curiosidade
A prevalência de caninos inferiores birradiculares* gira em torno de 5%. Quando esta variação ocorre, a raiz vestibular é ligeiramente maior que a lingual e o ponto
de bifurcação* está geralmente no terço médio.
Link do pubmed: Mandibular canine with two separated canals
Conclusão
Os caninos exercem papel essencial na função mastigatória, na estabilidade oclusal e na estética do sorriso. O conhecimento detalhado de suas características anatômicas é indispensável para a prática odontológica segura e eficiente.
Perguntas frequentes sobre caninos
Qual a função dos dentes caninos?
Os caninos são responsáveis pelo rasgamento dos alimentos e pela proteção da oclusão por meio da guia canina.
Quantos caninos existem na dentição permanente?
Existem 4 dentes caninos na dentição permanente.
Caninos têm quantas raízes?
Os caninos possuem uma única raiz, geralmente longa e resistente.
Qual a importância dos caninos na oclusão?
Eles protegem os dentes posteriores durante os movimentos mandibulares.
Caninos superiores e inferiores são diferentes?
Sim. Os superiores são maiores e mais evidentes esteticamente, enquanto os inferiores são menores e mais estreitos.
Veja também:
Anatomia dos Incisivos
Anatomia dos Pré-Molares
Anatomia dos Molares
Referência: Miguel Carlos Madeira, Anatomia do Dente, 5 edição.
Atualizado dia 07/07/2021





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gostaria de saber se dentes caninos podem ser extraidos em cassa. ele quebrou e tem uma parte nele mole posso extrair
Olá, Marta
É necessário procurar algum serviço odontológico ou de emergência para a exodontia desse dente. Fora do ambiente de consultório e centro cirúrgico, você está sujeita a contaminação e infecção, podendo levar a um processo de cicatrização insatisfatório, além de quadros de dor e outras complicações.
Procure algum serviço de saúde ou universidade que tenha atendimento odontológico, ok?
Abraço
Boa tarde!
Tenho os dentes caninos superiores com anatomia de molares.
Falo isso porque 2 dentistas que perceberam acharam bem estranho!
O sr. já casos assim!